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Hackers podem ganhar até R$ 300 mil para acelerar proteção de empresas

Democratizar o acesso à segurança e promover a união entre empresas e hackers do bem. Essas são as propostas da BugHunt, primeira plataforma brasileira de Bug Bounty, programa de recompensa por identificação de falhas. Em sua chegada ao mercado, a ferramenta colaborativa conta com a participação de mais de 1500 especialistas em segurança e já identificou mais de 270 vulnerabilidades recentemente.

A partir da plataforma, as empresas interessadas podem abrir programas em duas modalidades: pública e privada. Na primeira, o programa fica disponível para qualquer participante da ferramenta. Na segunda, a companhia pode escolher profissionais na lista dos dez melhores hackers da BugHunt. “Nos dois serviços, gerenciamos a definição de escopo e recompensa, a escolha de especialistas, a avaliação e triagem de relatórios e a verificação e correção de falhas nos serviços”, explica Caio Telles, CEO da startup.

Os especialistas cadastrados, então, identificam bugs em sistemas, aplicativos, websites e até dispositivos físicos, como totens e máquinas de cartão. A empresa que contratou o serviço avalia os relatórios de vulnerabilidades enviados pela comunidade e, se aprovados, o pesquisador recebe sua recompensa. Um hacker do bem pode ganhar até R$ 8.000,00 pela descoberta de cada vulnerabilidade.

Além de Caio, o projeto foi fundado por seu irmão, Bruno Telles, e por Pablo Souza. Ao observarem que a utilização de programas desse tipo têm sido cada vez mais adotada por governos e empresas, como Google e Facebook, os engenheiros decidiram criar uma plataforma colaborativa, que reúne especialistas em busca de reconhecimento e instituições comprometidas com a segurança da informação e privacidade de seus clientes.

“O aumento dessa demanda, especificamente de cibersegurança, gerou a necessidade de novas iniciativas como a nossa”, destaca Caio. “Queremos popularizar a segurança da informação, que antes era algo acessível apenas para grandes companhias. E o programa de Bug Bounty nos auxilia com a apresentação de uma metodologia assertiva, ágil e contínua, que reduz riscos e protege clientes e marcas”, ressalta.

No Brasil, terceiro país que mais sofre tentativas de ataques virtuais no mundo, as empresas levam, em média, 196 dias para perceber que foram atacadas, segundo dados do setor. Com a BugHunt, os hackers identificam falhas e enviam relatórios às instituições em poucos minutos. O objetivo é fazer com que os especialistas descubram e resolvam bugs antes que o público fique ciente das falhas, evitando incidentes e crises à marca. 

Para Telles, a segurança cibernética se tornou uma responsabilidade em todas as empresas, e vai muito além das equipes de TI. “Hoje em dia, não ter um programa de recompensa por bugs te coloca atrás na corrida pela segurança, especialmente em tempos de LGPD”, destaca. 

Com planos de expansão em todo o país, a plataforma da BugHunt tem registrado cerca de 250 novos especialistas por mês. Segundo o executivo, investir na comunidade e disponibilizar os pesquisadores ao setor é algo que gera valor para as instituições e para  o mercado de segurança da informação. “Não podemos impedir violações de dados, reduzir crimes cibernéticos e proteger a privacidade sem a ajuda de profissionais e da comunidade”, pontua. “Com a nossa plataforma, queremos promover o acesso à segurança e fomentar o bom relacionamento entre empresas e especialistas”, finaliza.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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