Política Nacional de Resíduos Sólidos completa 10 anos com avanços, mas falta maior envolvimento da população

Política Nacional de Resíduos Sólidos completa 10 anos com avanços, mas falta  maior envolvimento da população

A lei federal que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos está completando dez anos. Neste período, algumas medidas previstas da legislação tiveram avanços importantes. Mas ainda faltam ações direcionadas à reutilização, reciclagem e valorização dos resíduos sólidos. 

Eu conversei com o empresário e presidente do Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR), Rommel Barion (foto), e ele me disse que a Política Nacional de Resíduos Sólidos buscou proteger e resolver alguns graves problemas relacionados à saúde pública e ao meio ambiente. Para tal, trouxe instrumentos para incentivar a indústria da reciclagem, a gestão integrada dos resíduos sólidos e a universalização dos serviços públicos de limpeza urbana. Afinal, com o crescimento da população e do consumo dos brasileiros, se fazia necessário pensar de maneira objetiva em elementos para colocar o consumo sustentável e a economia circular como uma prioridade da economia.

Objetivos

Para isso, a lei ofereceu instrumentos práticos para alcançar seus objetivos como a coleta seletiva de lixo, logística reversa, planos de resíduos sólidos, incentivo ao desenvolvimento de cooperativas de catadores, incentivos fiscais à cadeia da reciclagem e educação ambiental,

No entanto, na avaliação do presidente do  InPar  falta ainda um maior envolvimento da sociedade.  Barion me explicou que a legislação adotou o princípio da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, em que fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, poder público e até mesmo os consumidores possuem atribuições para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados. Dessa forma, todos deveriam participar para que os impactos ao meio ambiente fossem sentidos. Mas, na verdade, quem tem assumido este papel sozinho é  indústria.

Coleta de lixo

O presidente do InPar cita dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), que apontam que desde a sanção da lei a coleta de lixo vem aumentando. Porém, o preocupante é que o destino inadequado deste lixo que era de 42% há dez anos, está em 40%, que é um porcentual muito baixo.

O empresário reconhece que a  implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos é um desafio tremendo, especialmente para um país de proporções continentais e de culturas tão distintas como o Brasil. Na sua opinião é preciso que o setor produtivo continue  se engajando, que a população se conscientize e pressione pela implantação de pautas ambientais e que os órgãos públicos realizem de maneira efetiva a implantação de ações de incentivo, já que somente com a colaboração de todos se chegará mais longe.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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