Empresários da Região Sul apontam retorno aos escritórios até novembro
De acordo com a segunda edição da Pesquisa nacional como será o retorno aos escritórios, realizada pela KPMG, 28,3% dos empresários do Sul brasileiro preveem que o retorno aos escritórios será entre os meses de outubro e novembro. Além disto, para 27% a volta acontecerá, inicialmente, com no máximo de 30% dos profissionais. O levantamento contou com a participação de 1.124 entrevistados, sendo que 10% estão localizados na Região Sul.
Segundo a pesquisa, que tem o propósito de entender como será a volta dos funcionários às empresas, 26,5% dos executivos apontaram que o retorno acontecerá apenas no ano que vem. Outros 18,5% não bloquearam o acesso aos escritórios, enquanto 13% regressaram às atividades presenciais em setembro. Para 9,7%, o retorno ao ambiente de trabalho aconteceu antes de agosto, e para apenas 3,5%, a volta foi realizada no oitavo mês do ano.
“Conforme as empresas se mostram mais adaptadas ao trabalho home-office, o retorno aos escritórios fica postergado para o próximo ano, dando segurança necessária aos funcionários. Obviamente que cada organização precisa avaliar as suas urgências para assim decretar a volta ao normal”, explica o sócio-líder de clientes e mercados da KPMG no Brasil e na América do Sul, André Coutinho.
Com relação ao impacto da produtividade no trabalho remoto, o levantamento mostra que quase a metade (47%) dos empresários afirmou que o rendimento se manteve igual ao período anterior à pandemia. Entretanto, para 23%, houve um aumento de até 20%, enquanto 10% disseram que diminuiu em até 20% a produção dos funcionários. Para outros 9,7% a produtividade aumentou em mais de 20%. Apenas 8,8% apontaram que ocorreu uma queda de mais de 20% nas ações feitas pelos profissionais.
“É natural que a produtividade seja igual ao período antes da pandemia, pois os profissionais já se organizaram para igualar a rotina que existia nos escritórios. Entretanto, com o retorno gradativo, as empresas precisarão encontrar uma forma de manter o foco dos funcionários para que o rendimento não seja prejudica na volta ao ambiente de trabalho”, pondera o sócio-líder na Região Sul pela KPMG do Brasil, João Panceri.


