58% dos trabalhadores trocariam aumento salarial por bem-estar no trabalho

58% dos trabalhadores trocariam aumento salarial por bem-estar no trabalho

Para 54% dos pesquisados, controlar a própria agenda é mais importante do que ganhar mais

O salário ainda funciona como referência central na relação entre trabalho e carreira, mas já não é suficiente para explicar, sozinho, o que define um bom emprego. Um levantamento com 3.200 trabalhadores, feito pela Reward Gateway, sugere que a lógica de compensação no ambiente profissional está mais dispersa, com fatores não financeiros ganhando peso equivalente, ou até superior, ao aumento salarial.

O dado mais emblemático do estudo é que muitos profissionais abririam mão de um reajuste de 10% para melhorar outros aspectos da experiência de trabalho. Entre eles, 58% apontam o bem-estar como prioridade, enquanto 55% valorizam líderes que demonstram cuidado real com a equipe. O recorte indica uma centralidade crescente da qualidade da gestão e da saúde emocional na avaliação do trabalho.

A autonomia também aparece como um eixo estruturante dessa mudança. Para 54% dos entrevistados, controlar a própria agenda é mais importante do que ganhar mais, e 47% priorizam a flexibilidade de local. O resultado é um deslocamento de valor: a remuneração continua relevante, mas perde exclusividade como principal moeda de troca na relação entre empregador e funcionário.

Aprendizado

Outro ponto relevante está na dimensão de desenvolvimento. Metade dos participantes afirma preferir oportunidades de aprendizado e crescimento a um aumento imediato de salário. Já 37% destacam a importância do reconhecimento frequente, o que sugere que feedback e evolução contínua passaram a integrar a própria percepção de progresso na carreira, e não apenas bônus ou promoções pontuais.

A sensação de pertencimento fecha esse conjunto de prioridades. Para 50% dos trabalhadores, sentir que fazem parte da organização pesa mais do que um aumento salarial. Outros 47% colocam a relação com a liderança como fator decisivo, e 46% dizem valorizar empresas alinhadas aos seus valores pessoais, o que reforça a importância crescente da cultura organizacional como elemento de retenção.

“Há uma mudança menos declarada, mas consistente: o trabalho deixa de ser avaliado apenas como transação financeira e passa a ser medido como experiência contínua. Nesse cenário, o salário segue necessário, mas já não organiza sozinho a decisão de permanecer, ou sair, de um emprego”, destaca Andre PurriCEO da Alymente.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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