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Pandemia dá novo foco à diversidade corporativa

O impacto gerado no mundo do trabalho por fatores como o aumento da violência doméstica, o agravamento da saúde mental e o enfraquecimento das redes de cuidado com crianças na pandemia está fazendo empresas repensarem suas estratégias de diversidade e inclusão para enfrentar, também, as questões intensificadas pela Covid-19.

Se antes os programas de diversidade tinham por foco a inserção de grupos minorizados como mulheres, negros, pessoas com deficiência e LGBTI+ em posições de liderança e de entrada nas organizações, já é possível observar o desenvolvimento de estratégias complementares para o acolhimento a colaboradores vítimas de violência, a prevenção da ansiedade, da depressão e mecanismos de flexibilidade para mães e pais solo que ficaram sobrecarregados conciliando o trabalho com os cuidados com os filhos e com a casa.

Estratégias de inclusão

Na avaliação da consultora Letícia Rodrigues, sócia-fundadora da Tree Diversidade, consultoria especializada que já trabalhou com mais de 40 organizações, a Covid-19 abriu espaço para que as empresas discutissem estratégias de inclusão a partir de um olhar mais interseccional, ou seja, com visibilidade a diferentes recortes dentro dos grupos tradicionalmente alvo dos programas de diversidade.

“Cada grupo da sociedade foi atingido pela covid-19 de uma forma, e as empresas encontraram maneiras de enfrentar e abordar os novos desafios e os intensificados pela pandemia, de modo amenizar perda de produtividade, além de preservar a legitimidade, o propósito e os benefícios que colhem de seus programas de diversidade e inclusão”, afirma.

Violência doméstica

Segundo Letícia, a violência doméstica, por exemplo, antes um tema discutido ocasionalmente quando casos envolvendo colaboradoras vinham a público ou tratado com ações pontuais nas empresas com grande contingente de mulheres, ganhou status de prioridade quando se percebeu não só o aumento de casos, mas os riscos a que estavam submetidas as funcionárias inclusive durante o horário de trabalho.

Outro exemplo de mudança é o surgimento de ações voltadas a colaboradores e pessoas que residem em áreas periféricas e afrodescendentes, entre os quais foram registradas as maiores taxas de mortalidade, afastamento por doença e desemprego como consequência da covid-19. “Nesses grupos estão as pessoas mais afetadas psicologicamente pela morte de familiares e amigos, pela perda de renda e pelo desemprego, exigindo, portanto, ações específicas”, diz Rodrigues.

A consultora da Tree Diversidade pontua ainda que a pandemia gerou novas formas de exclusão dos grupos já minorizados no mundo de trabalho que devem ser consideradas futuramente pelos programas de diversidade corporativa no pós-pandemia.

Desemprego

Ela destaca o desemprego de trabalhadores de baixa qualificação que perderam a função com o avanço do home office e a menor utilização de escritórios corporativos, além dos estudantes periféricos prestes a começar a vida profissional que tiveram sua formação escolar prejudicada na pandemia e sua inserção ainda mais dificultada no mercado de trabalho.

Diante do cenário, Rodrigues reforça a importância de as empresas continuarem investindo em inclusão e no cultivo de um ambiente de trabalho seguro a grupos minorizados nas organizações como forma de fortalecer o engajando dos colaboradores e a continuidade dos benefícios gerados pela diversidade e inclusão.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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