Revitalização de prédio que abrigou Lord Hotel em Curitiba vai unir tradição e inovação

Revitalização de prédio que abrigou Lord Hotel em Curitiba vai unir tradição e inovação

Nos anos 50, o edifício Miguel Calluf foi inaugurado como o luxuoso Lord Hotel em Curitiba. Depois ficou conhecido como Hotel Eduardo VII, administrado por um grupo português nos anos 90. Agora, depois de 20 anos inativo, o imponente prédio triangular em frente à Praça Tiradentes será reformado e restaurado.

Com nome de Viva Curitiba, vai abrigar apartamentos decorados e espaços de convivência nos 23 andares que ocupam 8 mil metros quadrados no centro da capital. A paranaense VR Investimentos está à frente do empreendimento, em fase de pré-lançamento, e irá oferecer formatos variados e flexíveis de participação para investidores.

Além de espaços de co-living, coworking, academia, restaurante e café, o Viva Curitiba vai oferecer serviços diversos aos hóspedes e moradores. A Housi será responsável pela gestão das 144 unidades e também das áreas comuns do prédio, além de participar ativamente da concepção do projeto.

A startup funciona como uma plataforma de gestão e administração com foco no público investidor, que busca por alta rentabilidade por meio de locações residenciais, e também como um serviço de moradia digital para o público final, que procura um imóvel pronto, mobiliado e sem burocracia para alugar.

Plataforma acompanha o consumidor

“A Housi é uma plataforma de moradia por assinatura, que acompanha o consumidor onde ele estiver, em diferentes fases da vida, sem burocracia, tudo de forma digital. A tendência de substituir a posse pela experiência é um movimento global e sem volta e acreditamos que a região Sul tem um enorme potencial para expansão desse modelo de negócios com foco em moradia. Tanto que esse já é nosso quarto empreendimento na parte Sul do país e o segundo no Paraná”, explica Alexandre Frankel, CEO da Housi.

O prédio faz parte do patrimônio histórico da cidade, é uma Unidade de Interesse de Preservação (UIP) e o retrofit terá intervenções sutis na estética, respeitando a memória da obra original. Segundo o estudo dos restauradores, alguns ambientes foram modificados ao longo dos anos, como o pavimento térreo, reformado em 1973, mas o acervo de mobiliário original permitirá recompor a ambientação de alguns espaços como eram anteriormente.

Localizado na esquina da avenida Marechal Floriano Peixoto com a rua Cândido de Leão, o edifício faz parte do centro histórico da cidade, que vem sendo revitalizado nos últimos anos. Em frente ao Viva Curitiba, a praça Tiradentes, considerada marco-zero de Curitiba, passou por uma ampla  reforma e foi reinaugurada em 2008. A alguns metros, estão a Catedral Basílica de Curitiba, que teve seu último restauro concluído em 2012, e o Paço da Liberdade, centro cultural restaurado e reinaugurado em 2009, entre outros pontos de destaque próximos.

Marco na capital paranaense

Inspirado no Flatiron Building, primeiro arranha-céu de Nova York, o edifício com linhas Art Déco foi inaugurado em 1954 para abrigar o Lord Hotel, o mais importante da cidade na época, com 180 apartamentos. A iniciativa foi do empresário libanês Miguel Calluf, com projeto do engenheiro Ralf Leitner. O então governador, Bento Munhoz da Rocha, estimulava obras que representassem a modernidade da capital, em comemoração ao Centenário da Emancipação Política do Paraná.


”Ensolarado, com amplas janelas e vista única da praça, o empreendimento foi construído com o que havia de melhor na época, com materiais e equipamentos importados dos Estados Unidos e todo o luxo para receber celebridades e oferecer os maiores bailes de gala da cidade”, conta Luiz Fernando Antunes, diretor da VR Investimentos.

Trinta anos depois, o empreendimento passou a ser administrado por um grupo português e ser chamado de Eduardo VII, como ficou mais conhecido. Nos anos 2000 teve suas atividades paralisadas e foi mantido fechado e intacto pelo atual proprietário.

Investimento

Para o investidor, que compra o apartamento com a finalidade de alugar para rentabilizar, a Housi atuará como uma plataforma de gestão patrimonial eficiente, proporcionando rentabilidade e tranquilidade ao proprietário. Funciona da seguinte forma: a Housi distribui a unidade em todas as suas frentes digitais – site e app Housi, além dos parceiros Airbnb, Booking.com, Zap e Imóvel Web, que direcionam os interessados para os canais da Housi.

Uma vez disponível nas plataformas da Housi, o imóvel será alugado para estadias curtas (até 30 dias) ou longas (mais de 30 dias). Além disso, a Housi fica na linha de frente do contato com o locatário, cuidando de qualquer problema relacionado à manutenção, limpeza, e outras questões do dia-a-dia de um imóvel. Ao final do mês, a Housi repassa os valores ao proprietário, descontando o valor da taxa de administração.

Unidades serão entregues mobiliadas

Todas as unidades já serão entregues para o comprador com os serviços Housi Decor, que disponibiliza apartamentos decorados e mobiliados com design inteligente, sofisticado e com foco na não depreciação a curto prazo, além do Housi Pay, plataforma de gestão de pagamento de contas do imóvel, e Housi Assessoria Predial, que cuida de toda a parte de manutenção das áreas comuns do prédio. Todos esses serviços ficam sob o guarda-chuva de gestão da Housi, que disponibiliza o apartamento em todas plataformas digitais da marca com foco em locação.

Para os locatários, a Housi atua como um serviço de desburocratização de locação   residencial. O interessado em alugar uma casa, seja por um dia, uma semana ou até um ano, basta acessar o site da Housi, selecionar o imóvel, o período de estadia, realizar o pagamento via cartão de crédito e, claro, morar. A startup já contabilizou mais de nove mil locações e 20 mil usuários desde que foi criada, em 2019.

Todos os apartamentos administrados pela Housi estão disponíveis para locação digitalmente e sem a necessidade de corretor ou fiador. As unidades seguem um padrão da empresa, mobiliadas e equipadas com cooktop, geladeira, cama, sofá, wifi e TV a cabo. Possuem infraestrutura e serviços pay per use com atendimento 24 horas por dia e limpeza semanalmente.

A Housi tem operações em São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, Goiânia, Rio de Janeiro, Recife e Curitiba e o valor de mercado dos imóveis geridos em sua plataforma giram em torno de R$ 3,5 bilhões. A expectativa da startup é chegar R$ 10 bilhões até o fim do ano.

Além disso, a Housi espera encerrar o ano com empreendimentos em Salvador, Brasília, Florianópolis e São José do Rio Preto, além de ampliar a atuação nas regiões na capital paulista e gaúcha.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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