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Pandemia: da adaptação aos impactos culturais nas organizações e transformação digital

Entre tantas mudanças e desafios do atual cenário, não há dúvidas que a pandemia da covid-19 elevou o mundo VUCA para um novo e inesperado patamar. O momento traz exatamente isso: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. E como se adaptar a tantas transformações?

O que todos chamam de “novo normal”, expressão já repetitiva, também começa a perder o sentido. Realmente estamos em um mundo totalmente novo, mas que não tem nada de normal. A pandemia alterou a vida de todos, inclusive das organizações. Tudo virou de cabeça para baixo e nada será o mesmo quando tudo passar.

Por natureza, o ser humano é um ser social, mas como viver em um mundo que não permite encontros de pessoas, aglomerações, apresentações, entre outras coisas que faziam parte do cotidiano? É um sentimento de medo por um inimigo microscópico e invisível.

Ao ver uma crise como essa, cabe citar uma frase que foi atribuída a Charles Darwin, talvez não de forma correta, pois pode ser de outra autoria: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.

E ao falar nessas mudanças, vemos que o Brasil e muitas organizações caminhavam a passos lentos na transformação digital e no uso de ferramentas digitais tão importantes. O curioso é que a pandemia serviu de mentora ou guru, de forma a impulsionar a transformação digital, pelo menos na parte da comunicação. Já foram incorporadas em nosso vocabulário frases do tipo: “vamos fazer um Zoom”, sem esquecer de outras plataformas de reuniões e encontros on-line.

Isso é um exemplo de adaptação para a própria sobrevivência, assim como outras práticas digitais que o mundo adotou ou intensificou rapidamente, como compras de produtos e serviços on-line, Educação a Distância (EAD), entre outros.

Então quer dizer que já atingimos a maturidade para a transformação digital? Infelizmente, não. Apenas recebemos um impulso extra, um alerta, uma motivação.

E, hoje, obrigados pela necessidade, muitos perderam a resistência inicial aos recursos digitais e ao uso corporativo das redes sociais. Mas, ainda falta muito senso de urgência e não é só no Brasil.

Uma análise recente do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) mostra que somente 1/3 das organizações conseguiram se adaptar a uma cultura digital. Não é por falta de instrumentos, pois hoje é possível comprar ou contratar a maioria das ferramentas digitais disponíveis.

O gargalo maior está na cultura, na tão conhecida e pouco entendida mudança cultural, que é o ambiente que precisa ser criado nas organizações para que todos queiram a transformação, ao ver um benefício na mesma e não um risco, e que apoiem com entusiasmo tal mudança.

Mas como saber em que grau de transformação digital a nossa organização está? E nós, em que nível estamos? Existem várias ferramentas sofisticadas de diagnóstico, mas há também um jeito simples e intuitivo.

Verifique se à sua volta ainda há muito papel, processos manuais, dificuldades em coletar e analisar dados, se as decisões não têm sido tomadas automaticamente, se há necessidade de muitos telefonemas e conversas para resolver algo ou, então, quando há um desvio ou algo inesperado no processo todos saem correndo e não sabem bem o que fazer?

Se você respondeu sim a algumas dessas perguntas, certamente você ou a sua organização tem um grande potencial de melhoria. Mas é uma boa notícia, isso porque a transformação digital pode alavancar os seus resultados, serviços e a satisfação dos clientes.

Muitos questionam a velocidade ideal de avançar na transformação digital e na Indústria 4.0. A resposta é: muito rápido e de preferência tenha mais agilidade do que o seu concorrente, caso contrário você e a sua organização correrão um sério risco de ficar obsoletos. Esse é o momento de se adaptar ao novo mundo.

 O artigo foi escrito por Daniel da Rosa, que é conselheiro da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná). Também é diretor regional do Sindicato da Indústria de Autopeças (Sindipeças).

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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