Pandemia e home office fazem crescer procura por seguros residenciais

Com o distanciamento social imposto pela pandemia de Covid-19, muitas pessoas contrataram o seguro residencial, principalmente para terem as garantias dos serviços e assistências oferecidos pelas empresas seguradoras.

O seguro de vida individual também teve aumento de procura nos últimos tempos. Uma das razões é o receio da morte e de deixar a família desamparada.

Segundo Olívio Luccas Filho, professor titular da Fecap, há quase 35 alunos e consultor especializado em seguros há mais de 48 anos, o seguro residencial tem uma importância fundamental, pois garante o maior patrimônio adquirido ao longo da vida, ou seja, o lar das pessoas.

“E, ainda assim, é um seguro com contratação bastante baixa no Brasil. Apenas 14% dos imóveis brasileiros são segurados”, diz.

Seguro não é hábito dos brasileiros

No geral, brasileiro não tem hábito de fazer seguro. Até mesmo a frota de veículos segurados no Brasil é baixa. Segundo a Confederação das Seguradoras, apenas 30% dos veículos possuem seguro. Mas, ainda assim, no Brasil, o seguro mais procurado é o que cobre furtos e danos do automóvel.

“Esta é mais uma questão cultural e também pelo desconhecimento de que o seguro residencial é de custo bastante acessível. O seguro residencial ainda tem muito a crescer”, diz.

A seguir, o especialista esclarece alguns pontos sobre os seguros residenciais.

Seguro para home office

As opções de seguro para cobrir o home office são aquelas tradicionais de mercado. Quem está trabalhando em casa precisa ter o computador funcionando o dia todo. Serviços como help desk são importantes nesse momento de pandemia, bem como outras assistências residenciais.

A telemedicina oferecida em alguns produtos de vida individual também é extremamente importante, pois através dela as pessoas podem ter orientação médica por vídeo, sem precisarem sair de casa, diminuindo o risco de contágio do vírus.

Seguro residencial

Os produtos residenciais disponíveis no mercado partem do mais simples, aquele com contratação apenas da cobertura básica, como contra incêndio, queda de raio e explosão, até os mais completos, com inúmeras coberturas e assistências.

O seguro residencial pode ser contratado para casa ou apartamento, e, dependendo da regra de aceitação de cada seguradora, pode haver aceitação para imóveis de veraneio, além do imóvel habitual. E o mesmo ocorre em relação à parte construtiva, que eventualmente as seguradoras podem aceitar riscos construídos em madeira ou misto, uma vez que o normal é aceitar os riscos em alvenaria.

As coberturas acessórias variam de seguradora para seguradora, mas algumas são bastante comumente contratadas: roubo de bens, danos elétricos, vendaval, responsabilidade civil familiar, entre outras.

Custo

O custo do seguro vai depender do valor de reconstrução do imóvel e do conteúdo coberto. Também são variáveis que influem no custo do seguro: localização, forma da construção, utilização do imóvel, existência de dispositivos de proteção, como alarmes, entre outras.

O seguro residencial é muito barato e ele já inclui uma série de serviços. Partindo de um risco médio, o custo gira em torno de 0,2% do valor de reconstrução do imóvel.

É incomparável o valor do seguro com os gastos que uma pessoa teria se fosse chamar diretamente um profissional para fazer algum serviço. A tranquilidade precisa ser considerada.

Diferenciais

As seguradoras incorporam serviços de assistência 24 horas em forma de pacotes que mais se adequem à necessidade e ao bolso de cada segurado. A assistência básica geralmente disponibiliza serviços básicos, como chaveiro, eletricista e hidráulica/desentupimento, mas existem pacotes com serviços diferenciados, como fornecimento de caçambas, limpeza de caixa d’água, help desk, entre outros.

Há também coberturas bastante diferenciadas para cada necessidade do segurado que cobrem danos ao jardim, tacos de golfe, hole in one, joias e relógios, obras de arte e bens culturais, entre muitas outras.

Existem algumas excludentes comuns entre as seguradoras, por exemplo a não cobertura de papéis que representem valor como dinheiro, cheques, etc. Assim como furto simples, que não está coberto em nenhuma seguradora, uma vez que só ampara roubo ou furto com vestígios claros de arrombamento.

Carro não está incluso

O especialista lembra que veículos são riscos excluídos na cobertura de roubo do seguro residencial. Para garantir a cobertura de roubo do carro, o segurado deve adquirir cobertura específica desse bem no ramo de automóvel.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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