Tetra Pak aposta no formato colaborativo para viabilizar novos produtos no Brasil

Tetra Pak aposta no formato colaborativo para viabilizar novos produtos no Brasil
Atenta às novas demandas dos consumidores, a Tetra Pak ampliou a estratégia de inovação colaborativa para diversificar o portfólio de alimentos e bebidas distribuídas em embalagens cartonadas no Brasil. Em seu Centro de Inovação ao Cliente (CIC), a companhia tem apoiado parceiros em testes e ajustes de formulações para trazer diferentes produtos de forma segura, saudável e sustentável ao consumidor. O objetivo é avaliar todas as oportunidades dentro de novos segmentos, além daqueles já atendidos.

“A indústria de alimentos está percebendo a necessidade de transformação imposta pelas mudanças no comportamento de consumo e a urgência em desenvolver produtos que respondam a esses anseios. Por isso, estamos tão próximos de nossos clientes para inovar nas entregas ao mercado. Buscamos identificar tendências para explorar possibilidades de expansão para nós e para a indústria de alimentos e bebidas”, afirma Marcelo Queiroz, presidente da Tetra Pak Brasil.
 

Embalagem Tetra Recart

A trilha de inovação é longa, indo desde bebidas vegetais e com alto valor proteico até queijo em caixinha e bebida láctea fermentada ambiente (espécie de iogurte transportado e consumido em temperatura ambiente). Molhos de tomate, milho e feijão, envasados na embalagem Tetra Recart, já ganharam as gôndolas dos supermercados nacionais e outros produtos como sopas com pedaços de legumes, molhos especiais, azeite, pratos prontos, frutas e até e pet food também são aguardados por aqui.

Considerando o volume total de embalagens produzidas no País em 2019, 45% eram de produtos de categorias como bebidas à base vegetal, comidas preparadas, cafés, entre outras. Em 2014, esse índice era de 34% – um crescimento de 28% nos últimos cinco anos.

Alguns dos principais lançamentos no Brasil são as águas A9, Água na Caixa e Simply Water. A A9 já está disponível em pontos de venda na região de São José do Rio Preto. Até o fim de outubro, será vendida pelo e-commerce e a previsão é de que em breve estará também na cidade de São Paulo. As demais marcas devem chegar aos mercados até o fim do ano.

As três marcas trazem uma inovação bem aceita no exterior e que deve ganhar espaço, principalmente, por seus atributos sustentáveis, uma vez que a embalagem é reciclável e composta majoritariamente por materiais de origem renovável, como o papel de florestas certificadas e plástico produzido a partir da cana-de-açúcar. No pós-consumo, a caixinha pode ser direcionada para reciclagem, dando origem a novos produtos, como pallets, telhas, poltronas, bolsas e cadernos.

Copacking e estímulo ao empreendedorismo

E é nessa busca por novidades que o modelo de negócios copacking tem crescido. Funciona assim: um fabricante fornece a receita e os insumos para a produção, terceirizando toda a estrutura fabril para um copacker, empresa que possui a infraestrutura e equipamentos Tetra Pak para atuar na fabricação e envase de alimentos de diferentes marcas.

Ao trabalhar em parceria com copackers, o fabricante destina o capital disponível para investimentos em outras frentes, como marketing, distribuição e desenvolvimento de novos produtos. No caso de produtores que possuem operação própria, o modelo pode ser uma alternativa para lidar com demandas sazonais, sem a necessidade de investimentos em novas linhas de processamento e envase.

Um exemplo é a Life Mix, marca lançada em 2013 com um portfólio de linhas de chás e sucos funcionais. Desde o início, toda a produção ficou concentrada em copackers e, em 2018, mais de 1,2 milhão de litros de sucos e chás da empresa foram fabricados em plantas de parceiros, sendo um deles a Brasil Citrus. “Esse formato foi muito interessante por eliminar custos fixos de produção e por garantir maior controle entre oferta e demanda”, afirma Daniel Feferbaum, CEO da WNutritional.

Atualmente, a Tetra Pak mantém mais de 50 frentes abertas de copacking com clientes atuando em diferentes segmentos, como fabricantes de sucos, bebidas vegetais e cafés gelados (cold brews).

“Acreditamos muito na cultura do empreendedorismo e o copacking é um ótimo meio de fortalecê-la com muito dinamismo e bons resultados para todos os envolvidos. É a nossa forma de acelerar a inovação, estimulando a eficiência da indústria de alimentos de forma geral. E o maior beneficiado desse movimento é o consumidor, que encontra nas gôndolas produtos mais diversos e acessíveis”, reforça Marcelo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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