40% das empresas brasileiras não estão preparadas para o futuro do trabalho

40% das empresas brasileiras não estão preparadas para o futuro do trabalho

O mercado está cada vez mais competitivo e complexo. Além disso, a pandemia da Covid-19 acelerou algumas mudanças que já estavam previstas pelos líderes empresariais como a mudança e local de trabalho e a adaptação de instituições para atender demandas à distância.

No CEO Fórum, evento online promovido neste mês pela Amcham em Curitiba, em parceria com Amcham Joinville e Amcham Porto Alegre, o tema foi justamente a rapidez dessas mudanças e suas consequências. ‘‘Entender essa era do conhecimento e essa velocidade é muito importante para a nossa capacidade de adaptação. Essa capacidade e a de transformação são decisivas para qualquer tipo de organização’’, afirma a CEO da Falconi Consultoria, Viviane Martins.

Segundo Viviane, historicamente, as empresas brasileiras têm uma boa capacidade de adaptação e superação, o que pode ajudar a economia no período pós-pandemia, que já começa a ser imaginado pelas companhias.

De acordo com a CEO, baseada em pesquisa da Falconi Consultoria, quatro em cada dez empresas brasileiras acreditam que não estão preparadas para o futuro do trabalho. ‘‘Isso se deve a três fatores: a dificuldade de capacitação das lideranças e dos seus profissionais; de uma cultura organizacional não preparada para esse novo momento; e a necessidade de investimento em tecnologia e inovação’’, conclui.

Para o presidente da instituição financeira cooperativa Sicredi, João Tavares, a pandemia ajudou nessa aceleração. ‘‘As pessoas estão tendo mais mobilidade, mais liberdade de escolha, porque os leques precisaram se abrir’’, diz. ‘‘Instituições financeiras, por exemplo, que serviam apenas para passar recursos do ponto A para o ponto B ou apenas fazer coisas operacionais, agora precisam ter um significado para aquele ecossistema econômico em que elas estão inseridas’’, afirma.

Inteligência para compreender o mercado

Os desafios impostos pelas mudanças trazidas pela pandemia também atingiram o setor automobilístico. Segundo o presidente da General Motors na América do Sul, Carlos Zarlenga, a área está focada nos veículos autônomos. ‘‘Além disso, a eletrificação é o passo necessário para que os veículos autônomos realmente se tornem realidade e rotina. Essa eletrificação foi acelerada por conta da pandemia e isso já está acontecendo, principalmente, nos Estados Unidos, na China e na Europa’’, afirma.

Além disso, Zarlenga ainda declarou que, até o final de 2020, a GM está colocando, em São Francisco [nos Estados Unidos], com aprovação legal, carros na rua, sem motoristas, sem pedais, sem volante, 100% autônomos.

De acordo com a coordenadora regional da Amcham Curitiba, Isabella Francesquini Slompo, essas atualizações das empresas tendem a ficar cada vez mais aceleradas. ‘‘É fundamental que as empresas desenvolvam uma inteligência para acompanhar o mercado’’, diz. ‘‘A agilidade se provou mais que necessária para enfrentar barreiras como a pandemia da covid-19 e, empresas como o Sicredi, a General Motors e a Falcone Consultoria provam o que a Amcham já vem dizendo desde o começo dessa nova era: quem não se atualizar sempre, fica para trás’’, conclui a coordenadora.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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