Segmentos da indústria de base florestal revertem impactos causados pela pandemia

Segmentos da indústria de base florestal revertem impactos causados pela pandemia
Os efeitos negativos causados pela pandemia da Covid-19 foram, em grande parte, revertidos pelos segmentos que compõe a indústria de base florestal. Esta é principal conclusão da edição do terceiro trimestre de 2020 do Pöyry Radar, boletim trimestral publicado pela Pöyry, empresa internacional de engenharia, projetos e consultoria, e que traz ainda detalhes sobre as variações de consumo e preços de madeira por setor e região, e o Índice Nacional de Custo da Atividade Florestal (INCAF).

“A retomada da atividade econômica, puxada principalmente pela construção civil e a força das exportações, graças à desvalorização do real, foram os grandes motores desta virada”, explica Dominique Duly, gerente de consultoria em Energia e Agroindústria da Pöyry no Brasil.

Com o aumento da demanda, houve valorização dos preços da madeira grossa de pinus em todos os estados analisados – São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Já os preços da madeira fina oscilaram entre a estabilidade e a valorização.

O mercado de madeira de eucalipto foi impactado por fatores locais, como as oscilações na demanda – entre queda e crescimento -, a redução de custos de colheita e o aumento dos custos de frete, que influenciaram os preços de maneira heterogênea nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
 

Índice Nacional de Custo da Atividade Florestal 

O Índice Nacional de Custos da Atividade Florestal (INCAF) registou alta de 1,1% no terceiro trimestre de 2020. No período, a inflação, medida pelo IPCA foi de 1,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, o INCAF registra alta de 1,8%, em comparação a 3,1% da inflação.

“No terceiro trimestre, a alta do INCAF se deve, principalmente, ao aumento dos custos com combustíveis. Nos últimos 12 meses, os aumentos dos custos com mão de obra e taxa de câmbio têm sido parcialmente compensados por outros fatores, tais quais as quedas do preço de importação dos fertilizantes, do preço do óleo diesel e da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP)”, explica Duly.

Ele acrescenta que, no curto prazo, a evolução do INCAF nem sempre repercute nos preços de madeira pagos pelas indústrias, que dependem muito mais do balanço entre a oferta e a demanda, ou de alguns fatores exógenos, como o dinamismo do mercado de construção americano. “Ainda assim, é um importante termômetro, que possibilita avaliar a rentabilidade dos produtores de madeira”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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