Saiba como as grandes empresas incentivaram os colaboradores em 2020

Saiba como as grandes empresas incentivaram os colaboradores em 2020

O isolamento social causado pela pandemia do coronavírus impactou todas as áreas da vida mundialmente, e com o trabalho não seria diferente. Ninguém estava preparado para lidar com esta nova realidade, mas as organizações precisaram se adaptar e alterar os hábitos internos para sobreviver à crise. Dentre as principais mudanças, a mais necessária foi a busca dos líderes por estratégias para manter a equipe engajada e o desempenho das atividades. Para o especialista em liderança e doutor pela Harvard Business School, Ram Charan, quem deseja ser um bom líder precisa dedicar 40% do seu tempo ao seu time.

Algumas empresas tiveram que aprender métodos para melhorar essa relação durante o dia a dia mesmo com uma tela os separando. De acordo com Pedro Reis, sócio-fundador da VIK, startup que leva para as empresas um programa de promoção de saúde totalmente inovador, com foco em engajar e mudar o comportamento das pessoas, as companhias começaram a implementar medidas pensando no bem-estar do seu colaborador.

“Implementar formas de levar a saúde para a rotina das pessoas não é fácil, mas quando realizados com maestria, gera muito resultado e impacta diretamente na presença e engajamento das pessoas no dia a dia. Quando elas estão 100%, ficam mais ágeis para enfrentar os desafios do mercado de trabalho e ajudam as empresas a se reerguerem. Além disso, saber que o líder se preocupa faz com que os colaboradores fiquem mais produtivos e tragam mais resultados”, explica.

Já para André Franco, CEO do Dialog.ci, supperap de comunicação interna e RH para empresas que funciona como um hub para o colaborador, um dos principais segredos para fortalecer a relação entre os dois lados é dar valor à opinião de seus colaboradores. “Quando você escuta os colaboradores, cria-se um espaço de troca em que eles vão se sentir confortáveis em compartilhar e se envolver. Eles têm uma importância enorme pelo fato de estarem conectados, envolvidos e terem muito o que falar sobre a empresa. Realizam tarefas do dia a dia e respiram o ambiente corporativo. Então, não há nada melhor do que dar voz para que ajudem nas tomadas de decisão da empresa. Para ouvir os colaboradores é necessário ter uma comunicação acessível”, defende.

Pensando nisso, os especialistas comentam os principais pontos que foram usados pelas empresas como forma de incentivar o seu colaborador. Confira:

1 – Alinhamento de propósito entre marca e colaborador

Para engajar um colaborador um dos pontos mais importantes é fazer com que ele se sinta parte da empresa, alinhando o propósito e cultura da empresa com os seus valores profissionais e pessoais.

“Além de proporcionar a interação e saúde para os membros da equipe, esse alinhamento ajuda na disciplina com as atividades, autoestima e produtividade. Ter colaboradores alinhados com a empresa evita grande parte das dificuldades enfrentadas pelas organizações referentes às pessoas e se tornou ainda mais determinante em meio a instabilidade que a pandemia da Covid-19 causa”, entende Reis.

2 – Construção de marca junto aos colaboradores

Para que a empresa consiga conquistar resultados com seus clientes, é importante que exista uma construção de marca bem pensada dentro da organização. “Quanto mais engajado, capacitado e alinhado com a corporação o profissional estiver, mais ele vai se sentir apto a crescer em um ambiente saudável e conquistar clientes fiéis – ou até mesmo trazer inovações que otimizam ainda mais o trabalho. Além disso, é importante entender que a maneira como a empresa decide tratar o seu colaborador também pode impactar diretamente na construção da marca, criando até mesmo uma visão positiva ou negativa com os seus clientes”, explica Franco.

3 – Cuidados com a saúde dos colaboradores

A saúde é uma das partes mais essenciais quando se trata da relação entre empresa e colaborador. Principalmente durante a pandemia, é um ponto que deve ser cuidado diariamente. “Cada vez mais as empresas enxergam que as pessoas que cuidam da sua saúde física e mental, têm melhor autoestima, estão mais dispostas ao trabalho, a novos desafios. Quando uma pessoa muda um hábito de saúde, ela se sente mais empoderada. Sabemos que nenhuma mudança é fácil. Para isso, é importante usar a atividade física, que é o que chamamos de hábito âncora,  como forma de auxiliar as pessoas a terem os estímulos certos, para conseguirem realizar as mudanças de hábitos necessárias. A verdade é que, para a empresa ter sucesso em longo prazo é preciso investir em quem faz a coisa acontecer”, acredita o sócio-fundador da VIK, Pedro Reis.

4 – Adoção da transformação digital

O período de quarentena e a mudança do modelo de trabalho para o home office representaram uma passagem forçada para o digital. “Empresas que já estavam preparadas para essa transformação se saíram melhor e outras precisaram se adaptar rapidamente. Do ponto de vista estratégico, todas as soluções inovadoras tecnológicas, como por exemplo o Zoom e outras ferramentas online, foram responsáveis por manter muitos negócios funcionando. Com as restrições de deslocamento e mobilidade, o RH e a comunicação interna precisaram se modernizar para atingir todos os colaboradores fora do espaço físico. Dentro desta realidade, o modelo de trabalho remoto e a maior flexibilidade e liberdade que ele traz, faz com que os colaboradores se sintam mais produtivos e alcancem mais resultados”, conclui André Franco, CEO do Dialog.ci.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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