Sob risco de ataques hackers, indústria aumenta demanda por profissionais de cibersegurança

Sob risco de ataques hackers, indústria aumenta demanda por profissionais de cibersegurança

O número de ataques cibernéticos, que já vinha aumentando nos últimos anos, teve um salto durante a pandemia do novo coronavírus. E o Brasil, que está entre os principais alvos, tem um gap de mão de obra, formação e qualificação de profissionais. Para atender esta demanda, o Senai lança cinco academias de segurança cibernética. Uma delas está localizada no Paraná, em Londrina. Há também unidades em Brasília, Fortaleza, Vitória e Porto Alegre.

Na indústria 4.0, um ataque cibernético não só impacta a reputação como também pode ocasionar perda de informações e de receitas, prejuízos com a paralisação dos serviços e de toda a cadeia produtiva, além de sanções legais e administrativas.

Giovana Punhagui, gerente executiva de Educação do Sistema Fiep, explica como a preparação do setor para lidar com estas ciberameaças depende de uma equipe capacitada e treinada. “Hoje, há uma falta de trabalhadores que atuam na proteção dos dados das indústrias e evitam prejuízos, que vão da violação de dados de clientes e vazamento de informações confidenciais até a paralisação de linhas de produção na indústria. Por isso, o Senai se propõe a formar estes profissionais e apoiar a indústria”, afirma.

Estas academias terão como foco a formação de profissionais de cibersegurança com infraestrutura especializada. Entre as novidades, as unidades contarão com simuladores hiper-realistas. Como ensinar na prática poderia comprometer o sistema e as operações das próprias indústrias, utiliza-se o simulador, com 20 cenários de ataque e defesa em um cenário bem próximo do real. Como um jogo, há dois times, o azul e o vermelho, em que um atua como o invasor, com jogadas para invadir e paralisar o sistema, bloquear ferramentas e serviços, e o outro faz a defesa.  

Ao se deparar com um serviço que não funciona mais ou dados que são vazados, os alunos precisam contornar e minimizar danos e desenvolver estratégias para evitar novos ataques. Por ser uma simulação em times, os exercícios também desenvolvem competências socioemocionais. Outra atividade realizada no simulador é o desafio de burlar proteções de um lado e identificar e bloquear ataques do outro, conhecido como Capture The Flag (CTF). Grandes empresas de tecnologia, como a Cisco, a AWS e a RustCon, fornecedora do simulador, são os parceiros iniciais do Senai no projeto das academias. 

Ameaças e impactos na indústria 

O Global Cybersecurity Index (GCI), da International Telecommunication Union (ITU), estimava, para o final de 2019, um custo de 2 trilhões de dólares com o cibercrime no mundo. O Brasil aparecia no 70º lugar do ranking de cibersegurança, atrás de países como Reino Unido (1º), EUA (2º), Uruguai (51) e África do Sul (56) e a frente dos vizinhos Chile (83) e Argentina (94). O índice avalia 25 indicadores relativos à legislação, mecanismos técnicos, estrutura organizacional, capacidade de construir ações e arranjos cooperativos. 

Confira os cursos disponíveis

– Curso Segurança Cibernética Aplicada à Indústria 4.0: 55 horas, a distância e autoinstrucional, no valor de R$ 97,90. Inscrições até 31/10/2021.

– Curso prático Simulação hiper-realista de ataques cibernéticos: 40 horas, a distância, valor de lançamento de R$  2,56 mil e mais 20% de desconto com o código CIBER+20. Valor pode ser parcelado em até cinco vezes e tem pacotes para empresas. Matrículas até 01/02/2021. A especialização com o simulador é para profissionais que já tenham conhecimento e prática em TI, especialmente em redes de computadores.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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