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5 áreas para investir seu dinheiro em 2021

O comportamento econômico em 2020 sofreu mudanças consideráveis e sentidas em todo o mundo em decorrência da pandemia da Covid-19. Os resultados financeiros das empresas tiveram impacto negativo, levando muitas delas a tomarem atitudes drásticas, como desligamento de funcionários, redução de salário/carga horária de trabalho e até declaração de falência.

Por outro lado, alguns setores específicos se fortaleceram porque precisaram atender uma nova demanda que provocou diversas alterações em certas necessidades do consumidor.

Este ano vai estender o clima de incertezas de 2020. Desta vez, as dúvidas recaem sobre a população ser efetivamente imunizada e o prazo para confirmar a sua eficácia das vacinas.

Joni Borges.jpegPara quem deseja fazer novos investimentos, Joni Tadeu Borges (foto), professor do Centro Universitário Internacional Uninter e autor de quatro livros sobre Administração e Negócios, indica as cinco áreas mais propícias para os empreendedores apostarem seu dinheiro.

1. E-commerce

De acordo com a edição 4 do relatório Webshoppers, o crescimento do comércio eletrônico foi de 47% no primeiro semestre de 2020. O professor enumera alguns pontos positivos deste setor: o consumidor continuará comprando pela internet; o e-commerce está aberto 24h por dia; a possibilidade de consultar produtos, preços e outras condições de compra em várias plataformas, incluindo as redes sociais; a redução de custos para o empreendedor, como o aluguel de um espaço físico como as lojas tradicionais e a contratação de menos colaboradores.

“Para que isso aconteça, a empresa no meio virtual deve estar preparada, adotar as novas tecnologias digitais para atender os potenciais consumidores com toda agilidade e segurança”, recomenda Borges.

2. Tecnologia e Inovação

De acordo com o especialista, tecnologia e inovação deixaram de ser uma tendência para fazer parte da realidade das empresas. “No decorrer da pandemia as empresas se obrigaram buscar novas alternativas para dar continuidade às suas atividades, muitas delas não estavam preparadas e outras não tinham recursos para investir em tecnologia e inovações. Em 2021, a procura por serviços que inovem, facilitem e reduzam os custos para os usuários continuará”, prevê.

Alguns pontos positivos das startups e empresas consolidadas que investem em TI são novas alternativas de serviços com melhor qualidade e menor custo; ferramentas diversas para a automação de tarefas, aumento de produtividade e receita; produtos e serviços diferenciados dos concorrentes tradicionais do mercado e dispor de uma comunicação mais amigável e próxima com os clientes.

3. Alimentos

As empresas do setor alimentício apresentaram excelentes resultados em 2020, segundo o professor Joni Tadeu Borges. Essa conquista se estende para as indústrias de alimentos no mercado externo, interno e as dinâmicas do comércio, como as redes de supermercados, que precisaram oferecer novos canais de venda ao consumidor. “Com o distanciamento social e o trabalho em home office, as pessoas evitam percorrer distâncias maiores e procuram restaurantes e mercadinhos mais próximos de sua residência”, observa.

Muito presente neste setor, outra aposta do especialista que permanecerá em alta em 2021 é a entrega de produtos via delivery.

4. Saúde

Na busca por erradicar o coronavírus, Joni afirma que todas as áreas relacionadas à promoção de saúde ofertarão novas oportunidades. Desde indústrias que fabricam equipamentos elementares (seringas, algodão, álcool, álcool em gel, fitas, embalagens, máscaras, luvas) até empresas focadas na conscientização da população vão estar em alta em 2021.

Para o pequeno e médio empreendedor, recomenda-se a criação de aplicativos de prevenção, acompanhamento ou controle de determinada doença. Outra possibilidade é oferecer serviços de segurança e saúde ocupacional com o objetivo de reduzir os acidentes de trabalho e oferecer melhor qualidade de serviço para outras empresas.

5. Logística

Com o aumento das vendas pela internet no ano de 2020 e a projeção de crescimento para 2021, a cadeia que envolve o processo logístico será fundamental para atender a necessidade dos consumidores.

“As empresas de logística buscaram ferramentas digitais inovadoras para se manter no mercado. Com a adoção das novas tecnologias, utilização da inteligência artificial e centralização de dados e automação, o setor ganhou eficiência. Os empreendimentos que adotaram ou pretendem adotar as novas tecnologias de gestão e de integração nos processos logísticos, aliados à retomada do crescimento econômico, terão bom desempenho em 2021”, garante Joni.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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