Consórcio imobiliário ganha espaço entre os que buscam a casa própria

Consórcio imobiliário ganha espaço entre os que buscam a casa própria

Juros elevados e custo da locação desafiam brasileiros que pretendem comprar um imóvel

Enquanto os juros elevados dificultam o acesso à casa própria, morar de aluguel também pesa no bolso dos brasileiros. Nesse cenário, o consórcio imobiliário pode fazer parte da estratégia de quem pretende comprar um imóvel no médio ou longo prazo.

Apesar da última decisão do Copom, do Banco Central, de reduzir a Selic de 14,25% para 14% ao ano, o custo para financiar e alugar continuam altos. De acordo com o Índice FipeZAP, os preços para novos contratos de locação residencial subiram 5,97% nos primeiros sete meses de 2026, quase o dobro da inflação oficial IPCA, que acumulou alta de 3,44% no mesmo período. Em 12 meses, a diferença é ainda mais expressiva: enquanto o IPCA avançou 4,44%, os aluguéis tiveram alta de 9,28%.

A procura pelo consórcio imobiliário também cresce. Somente nos primeiros sete meses de 2026, as vendas aumentaram 40,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). O número de participantes ativos chegou a 3,32 milhões, alta de 35,5%, enquanto os créditos comercializados avançaram 33,1%.

“Para quem ainda paga aluguel, o consórcio permite planejar a compra do imóvel de forma gradual. O consumidor participa de um grupo, realiza pagamentos mensais e, quando contemplado por sorteio ou lance, tem acesso à carta de crédito. E, olhando para o bolso do consumidor, o valor pago no consórcio é consideravelmente menor que o de um financiamento, com parcelas que podem ser mais acessíveis para o brasileiro”, explica Bruno Borges, Chief Marketing Officer (CMO) do Mycon, fintech especializada em consórcios digitais.

Aluguel e consórcio podem caber no mesmo planejamento

Conciliar o pagamento da locação com a parcela do consórcio exige organização financeira e a escolha de uma carta de crédito e de um prazo compatíveis com a renda. Algumas administradoras oferecem planos com parcelas reduzidas. No Mycon, por exemplo, há opções de meia parcela ou parcelas reduzidas até a contemplação. É importante, porém, entender como funciona a redução e como os valores serão recompostos ao longo do contrato.

“Enquanto o consumidor ainda paga aluguel, a parcela reduzida ajuda na organização do orçamento até a contemplação. É importante avaliar não apenas o valor inicial, mas também como as parcelas serão compostas ao longo de todo o plano”, ressalta Borges.

Outro ponto de diferença está no momento de acesso ao imóvel. No financiamento, a aquisição ocorre conforme as condições aprovadas pela instituição financeira. Já no consórcio, o crédito é disponibilizado após a contemplação, por sorteio ou lance. A escolha entre as modalidades depende, portanto, do orçamento disponível e do prazo para realizar a compra.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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