Dependência do mercado internacional acelera reajustes no preço dos combustíveis

Dependência do mercado internacional acelera reajustes no preço dos combustíveis
A venda de ativos no Brasil e o foco na geração de lucro para acionistas, está ampliando a dependência da Petrobrás do mercado internacional. O resultado disso é a aceleração dos reajustes de preços dos combustíveis no País, afetando diretamente as classes mais baixas, pelo efeito cascata gerado sobre a inflação de alimentos e outros gêneros de primeira necessidade.

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos  (Dieese), aponta que o preço médio da gasolina nas refinarias da Petrobrás teve alta de 60% entre junho de 2017 até o primeiro mês de 2021, com 197 movimentos de aumento e 174 de decréscimos no preço. O diesel, por sua vez, teve no mesmo período alta de 43% , com 164 aumentos e 126 quedas. Chama atenção o fato de que, neste mesmo período, a variação do preço do barril de petróleo ficou em 16% e a inflação medida pelo INPC (IBGE) em 10%.


“Quando comparamos os reajustes da gasolina e do diesel, nos últimos anos, observamos que o diesel teve um aspecto mais conservador. Mas a oscilação é muito semelhante, evidenciando que a política da Petrobrás de alinhar os preços internos à cotação internacional do barril, traz profunda oscilação e volatilidade ao mercado interno”, afirma Cloviomar Cararine, técnico do Dieese.

Pauta da greve

A alta nos preços dos combustíveis é um dos dez itens na pauta da greve dos caminhoneiros marcada para começar na segunda-feira (1º de fevereiro). A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos vão apoiar a paralisação, com ações localizadas em todo o País. A greve é encabeçada pela Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB)  e ganhou força com o novo aumento do preço médio da gasolina e do diesel entregues nas distribuidoras, anunciado pela Petrobrás para esta quarta-feira (27).

Além dos preços justos para combustíveis, também estão entre as bandeiras de lutas dos caminhoneiros, com apoio dos petroleiros: o enfrentamento da crise sanitária (ampliação dos recursos para o SUS e defesa das medidas de distanciamento social) e o enfrentamento da crise econômica (retomada do Auxílio Emergencial), defesa do Programa de Proteção ao Emprego; luta contra o Teto dos gatos e contra a Reforma administrativa). Além disso, a luta representa um ato da FUP, das Centrais Sindicais e Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo contra a crise política do país, tendo como mote “Fora Bolsonaro, Impeachment Já!”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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