5 maneiras de cultivar a gratidão no trabalho

5 maneiras de cultivar a gratidão no trabalho

Somos gratos quando reconhecemos as coisas boas que recebemos de outras pessoas. Normalmente, dizemos “obrigado” em casa, na faculdade, em uma compra no supermercado… E no trabalho? Será que demonstramos nossa gratidão o suficiente?

Um simples “obrigado” não custa um centavo e tem efeitos benéficos mensuráveis tanto para quem dá quanto para quem recebe. “Em uma série de experimentos, os psicólogos norte-americanos Adam Grant e Francesca Gino descobriram que o agradecimento de um líder dava às pessoas um forte senso de valor próprio e autoeficácia”, conta Flora Victoria, mestre em psicologia positiva aplicada pela Universidade da Pensilvânia.

De acordo a especialista, o estudo também revela que a expressão de gratidão gera um efeito transbordador: os indivíduos confiam mais uns nos outros e têm mais probabilidade de ajudar o próximo.

“Construir uma cultura de gratidão no  ambiente organizacional não é fácil, mas vale a pena. Precisamos ver a gratidão como mais uma habilidade profissional que podemos cultivar ao lado de outras, como comunicação, resiliência e perdão”, diz Flora, que também é Embaixadora da Felicidade no Brasil pela World Happiness Summit. Ela enumera cinco dicas para aqueles que desejam promover a gratidão:

1) A liderança precisa dar o exemplo

Esta é uma das lições mais claras da pesquisa sobre a gratidão no local de trabalho: os funcionários precisam ouvir primeiro o “obrigado” dos gestores. Isso porque expressar gratidão pode fazer com que determinadas pessoas se sintam inseguras, principalmente em um local de trabalho com um histórico de ingratidão. Cabe aos líderes dizerem “obrigado” de forma clara, consistente e autêntica.

A gratidão também pode ser incluída em análises de desempenho e reuniões de equipe. Que tal usar cerca de cinco minutos para as pessoas agradecerem umas às outras por algo específico?

2) Agradeça às pessoas que nunca são agradecidas

Toda organização tem funcionários que estão no chamado backoffice, isto é, não atuam na área principal da empresa. Em um hospital, por exemplo, os profissionais de saúde estão na linha de frente. No entanto, outras equipes, como a administrativa e de limpeza, também são essenciais.

Agradecer a todos define um padrão e estabelece o tom. Isso amplia a compreensão coletiva sobre como a organização funciona, além de aumentar a confiança de forma geral.

3) Almeje a qualidade, não a quantidade

Forçar as pessoas a serem gratas não funciona. Pode fazer com que as expressões de gratidão pareçam falsas. A chave, então, é criar tempos e espaços que promovam a expressão voluntária e espontânea de gratidão.

Como transmitir verdade? Os detalhes são decisivos. Seja específico sobre uma pessoa ou alguma ação dela. Isso aumenta a sua própria apreciação e fica mais claro porque você está agradecendo.

4) Ofereça muitas oportunidades de gratidão

Nem todo mundo gosta de ser agradecido ou de dizer “obrigado” em público. Existem pessoas mais tímidas ou genuinamente modestas.

Para isso, é necessário criar oportunidades para que isso seja feito. Por exemplo: manter um diário de gratidão. A ideia é construir um mural físico com post-its em que cada um pode se expressar livremente. Também pode ser virtualmente, na intranet ou em outros canais de comunicação interna, por exemplo.

Mas esse projeto funcionará melhor se a empresa encorajar o “obrigado” a atingir seres humanos reais e não coisas. Em vez de agradecer o café, seja grato à pessoa que faz o café todas as manhãs.

5) Mesmo em momentos de crise, reserve um tempo para agradecer

Cultivar uma cultura de gratidão pode ser a melhor forma de ajudar o colaborador a se preparar para o estresse que vem com mudanças, conflitos e fracassos.

A gratidão ajuda os funcionários a ver ganhos mesmo em momentos difíceis. É uma espécie de “ferramenta” para transformar um obstáculo em uma oportunidade de crescimento. 

Veja algumas perguntas para ajudar as pessoas a se recuperarem de vivências difíceis:

  • Que lições a experiência nos ensinou?
  • Podemos encontrar maneiras de ser gratos pelo que aconteceu conosco agora, embora não estivéssemos na época em que ocorreu?
  • Que habilidade a experiência extraiu de nós que nos surpreendeu?
  • É possível tornarmos o local de trabalho melhor por causa disso?
  • A experiência removeu um obstáculo que antes nos impedia de sentir gratidão?

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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