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Seguro de automóveis foi o mais afetado pela pandemia

A pandemia do coronavírus trouxe impactos consideráveis no mercado em 2020, inclusive, no de seguros, como aponta a pesquisa feita pela Smartia Seguros, em parceria com a TEx .

Segundo o levantamento, além de alterações nos tipos de preferências dos seguros, relações com a seguradora e pagamentos, houve queda nos preços dos seguros em grande parte das regiões brasileiras.

Em contrapartida, as coberturas também foram reduzidas. Ambas mudanças vêm influenciando na arrecadação das seguradoras. Como reflexo, o setor diminuiu.
 
Com grande queda na contratação, bem como no pagamento dos contratos, as seguradoras de seguro auto tiveram que diminuir os preços dos prêmios. Assim, estes passaram também a ser mais simples ao usuário, com coberturas mais enxutas.

A pesquisa da Smartia aponta que, com o home office, as pessoas utilizam menos seus carros. Com isso, os riscos foram reduzidos, o que diminuiu a importância dessa proteção aos olhos dos brasileiros.

Ao comparar janeiro a julho de 2020 com o mesmo período de 2019, a CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros), registrou uma queda superior a 5% na arrecadação dos seguros de carros.

Além disso, o ano registrou baixa venda de carros novos no Brasil, conforme pesquisa da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), sendo estes os principais contratantes da proteção.

Queda no preço, mudança no modelo e parcelamentos

Considerando a renovação do seguro auto, o preço médio atingiu uma queda de 15%, aponta a TEx. As seguradoras chegaram a oferecer até 44% de desconto para que seus clientes renovassem o contrato, estes com coberturas mais básicas.

Conforme apontado pela Smartia, as apólices de novas contratações de seguros tiveram uma queda de 5% no valor, além de condições de pagamento mais flexíveis. Esse último foi baseado no levantamento da TEx, em novembro, que mostra que antes da pandemia 38% dos segurados parcelaram em mais de 10 vezes, contra 43% durante o coronavírus.

E para atender aos clientes durante o isolamento social, as seguradoras adotaram a tecnologia para vistorias. Ou seja, estas foram realizadas on-line, após envio de fotos para a análise técnica.

Como ficou o preço do seguro auto nos estados?

A Smartia, juntamente com a TEx, avaliou dados mensais e constatou que os preços dos seguros auto variaram muito por região do país. Embora a queda nos preços tenha sido tendência, algumas cidades visaram a recuperação do setor, fazendo um movimento contrário.

Ao obter dados mensais, a pesquisa analisou os preços dos seguros no estado mais populoso em cada uma das regiões do Brasil. No caso de seguros já contratados, não houve alteração nos valores.

Em São Paulo, por exemplo, muitas cidades registraram aumento no preço do seguro auto em 2020, diferente do restante do país. Entre as localidades analisadas que registraram maior aumento no preço estão: Barueri, com 28% entre janeiro e novembro, e Campinas, sendo 32% de outubro a novembro em Guarulhos.

Mas algumas cidades paulistas tiveram queda no valor dos seguros de carros, com destaque para São José Dos Campos, que alcançou queda de 20%, entre janeiro e novembro, e São Bernardo do Campo, com 26% entre outubro e novembro.

Já no Rio Grande do Sul, apenas Canoas registrou aumento de preço do seguro, com 13% entre janeiro e novembro. Entre os meses de outubro e novembro, o maior aumento ocorreu em Caxias do Sul, com 24%, enquanto Canoas apresentou queda nesse mesmo período.

No geral, entre janeiro e novembro de 2020, ainda no mesmo estado, Caxias do Sul registrou maior redução nos valores, sendo de 45%. Ao analisar a diferença entre outubro e novembro, Canoas teve percentual de 7%.

A pesquisa no estado do Pará mostrou elevação nos preços dos seguros em Castanhal e Parauapebas. Esta última teve maior aumento de janeiro a novembro e outubro a novembro, sendo de 33% e 42%, respectivamente.

Belém é o município que registrou maior queda no valor da proteção para carros ao longo do ano, sendo de 4%. Mas Marabá é que ficou em destaque ao considerar outubro e novembro, com percentual de 8%.

Além dessas, o levantamento da Smartia considerou os estados de Goiás e Bahia. Nesses, nos primeiros 11 meses do ano, os municípios com aumento nos preços do seguro foram Rio Verde/GO, com variação de 130%, e Vitória da Conquista/BA, com aumento de 40%. Já no período de outubro a novembro, o percentual foi de 30% em Aparecida de Goiânia e de 33% para a cidade baiana.

Nestes dois estados, as cidades que registraram queda nos preços do seguro auto foram Santo Antônio do Descoberto e Itabuna, sendo no acumulado do ano de 34% e 27%, respectivamente. Mas, no período de outubro a novembro, o destaque foi para Goiânia, com 25% de queda e Lauro de Freitas, com 7%.

Levantamento aponta região do Brasil com seguro mais caro e barato

Conforme a Smartia, o acumulado de preços variou muito, ao considerar o estado mais populoso de cada região.

Veja na tabela qual estado sofreu maior aumento/queda em cada região analisada:
 
No geral, a região Sul registrou maior queda, enquanto a região Norte apresentou o maior aumento nos preços dos seguros de carros.

A média de preços dos seguros, por região do Brasil, no mês de novembro é de: Sudeste/R$ 3.594,81, Sul/R$ 3.103,80, Norte/R$ 3.794,18, Centro-Oeste/R$ 4.123,01 e Nordeste/R$ 3.667,94.

Portanto, apenas no mês de novembro, a pesquisa concluiu que os seguros de carros mais baratos estão na região Sul, enquanto a média de preço de seguro auto mais caro está na região Centro-Oeste.

Preço do seguro auto de acordo com a FIPE

O levantamento também mostra o preço do seguro auto para carros com FIPE, nas regiões do país.

Os que ficaram com preço médio mais elevado, em novembro, considerando veículos com FIPE maior que R$ 150.000,00, foram: Sudeste/R$ 7.413,09, Sul/R$ 6.482,25, Norte/R$ 8.558,97, Centro-oeste/R$ 8.966,37 e Nordeste/R$ 7.634,40.

Já as quedas de preços, ainda para carros com FIPE acima de R$ 150 mil, os valores para os 11 primeiros meses de 2020 foram: Sudeste/R$ 526,13, Sul/R$ 1.142,90 e Nordeste/R$ 643,11.

As regiões Norte e Nordeste alcançaram maior queda, para veículos FIPE de R$ 80 mil a R$ 150 mil, sendo de R$ 265,03, Norte, e de R$ 882,24, Nordeste, aponta a pesquisa da Smartia.
Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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