Pesquisa revela aumento de 40% nas contratações para projetos no primeiro trimestre

Pesquisa revela aumento de 40% nas contratações para projetos no primeiro trimestre
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Os últimos meses exigiram postura ativa e extremamente resiliente das organizações dos mais variados segmentos. Tendências que até o último ano eram apontadas para o futuro do mercado de trabalho, hoje fazem parte do presente, como é o caso do modelo de contratação para projetos. De acordo com os dados obtidos pela 15ª Edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), lançado em março deste ano, o primeiro trimestre de 2021 apresentou aumento de 40% nas contratações para este modelo de atuação em comparação ao mesmo período de 2020.

“A crescente nos processos de contratação de profissionais especializados para projetos já é um movimento que vem ocorrendo nos últimos anos e foi significativamente acelerado pela pandemia. Outra percepção interessante, que já mostra a maturidade do mercado, é que os prazos dos projetos estão diminuindo. Esse é um indicador de que o empresário brasileiro vê essa solução como estratégica para o seu negócio e não apenas para cobrir ausências temporárias.”, aponta Lucas Nogueira, diretor de recrutamento da Robert Half.

O relatório Demandas por talentos no cenário atual indicou as top 5 áreas com mais procura para projetos especializados no primeiro semestre de 2021. O setor de tecnologia é o maior destaque, com 39% dos recrutadores afirmando que contrataram profissionais temporários para a área de TI da empresa nos últimos meses. Atendimento ao cliente, apoio administrativo, marketing e vendas, finanças e contabilidade vêm logo em seguida.

Tendência que se fortalece para o futuro

Na visão de 59% dos empregadores, as suas empresas irão utilizar mais mão de obra especializada para projetos nos próximos anos. Do lado dos profissionais, 64% acreditam que trabalhar como um colaborador especializado em um projeto temporário se consolidará como tendência para o Futuro do Trabalho e quase 80% creem que, em 5 anos, haverá mais oportunidades para atuar em projetos do que atualmente.

Maior abertura dos profissionais

Além de uma maior demanda por parte do mercado, os profissionais estão bem mais abertos aos modelos de contratação que visam sanar alguma demanda pontual, sazonal ou emergencial, sem inflar o quadro de colaboradores permanentes. Apenas 17% dos profissionais empregados entrevistados pela Robert Half disseram que não aceitariam uma oportunidade em um projeto temporário. Entre os profissionais desempregados, o número despenca para 1%.

O que explica o aquecimento

De acordo com as empresas, os motivos para a tendência de aumento nesse modelo de contratação estão relacionados às oportunidades de projetos pontuais (40%), à necessidade de as organizações se tornarem mais ágeis e flexíveis (17%) e de aliviar as sobrecargas das equipes (13%). Os profissionais acreditam também na preferência e facilidade de contratação por projetos em relação à ampliação do headcount de permanentes (66%) e na mudança de mindset das organizações (51%).

“Entre os principais motivos para o crescimento na demanda estão a flexibilização da legislação trabalhista brasileira que, desde novembro de 2017, possibilitou a terceirização de atividades-fim por parte das empresas, diminuindo a insegurança jurídica que antes era significativa. Além do próprio cenário de incertezas, diretamente associado à pandemia, que gera receio nas empresas em relação à possibilidade de contratações futuras de profissionais permanentes.”, completa o executivo da Robert Half.

Oportunidades geradas e principais vantagens

Na percepção dos profissionais que estão dispostos a trabalhar por projetos, as principais oportunidades estão associadas à possibilidade de trabalhar em uma empresa fora do país, mesmo que remotamente (49%), atuação em um projeto desafiador (43%) e ampliação de conhecimentos e networking (43%).

A grande maioria dos entrevistados (92%) ainda disseram que trabalhar por projetos foi ou é positivo para os seus currículos e apontam que as principais vantagens são: adquirir experiência (69%), networking (66%), contato com ferramentas novas (55%), oportunidade de efetivação (52%) e flexibilidade (42%).

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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