Rotulagem adequada de alimentos importados protege saúde do consumidor e evita multa para vendedor

Rotulagem adequada de alimentos importados protege saúde do consumidor e evita multa para  vendedor

As empresas importadoras de alimentos são responsáveis pela correta rotulagem de produtos vindos de fora do país, obrigação legal que protege a saúde do consumidor e evita multas para o vendedor. O consumidor brasileiro já não costuma valorizar informações de rótulos de produtos alimentícios, segundo pesquisa publicada na Revista Agropecuária Técnica (Agrotec), editada pelo Centro de Ciências Agrárias (CCA), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O estudo mostra que 69% dos entrevistados apenas verificam a data de validade no momento da compra. Já entre os que conhecem os termos técnicos, mas não sabem o significado, o percentual atinge 70%. A maior parcela desses consumidores está na faixa acima de 45 anos.

A pesquisa não especifica produtos nacionais ou importados mas, conforme o último levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a tendência é de que a indústria brasileira perca mercado para os concorrentes estrangeiros. O coeficiente de penetração das importações, que mede a participação dos produtos importados no consumo nacional, aumentou 1,3 ponto percentual em relação a 2017 e chegou a 18,4% em 2018, o maior nível desde 2011.

“Em geral, as informações contidas nas embalagens não são claras para o consumidor. Quando falamos de produtos importados, o cuidado deve ser redobrado, pois há cada vez mais produtos de fora nas gôndolas dos supermercados. Muitas vezes, esses produtos estão sem as informações básicas no rótulo, como descrição da composição nutricional, trazem erros de tradução e de português, e às vezes não apresentam dados traduzidos, o que é contra a lei vigente”, explica Pedro Souza, gestor de operações de Pinho Logística.

Segundo Souza, as empresas precisam fazer uma inspeção mais detalhada nas embalagens para não esquecer de nenhuma exigência, evitando problemas com a Receita Federal. “É uma forma de transparência com o consumidor, pois o rótulo é como o produto conversa com o comprador, permitindo que ele faça uma compra segura e consciente”, alerta.

A rotulagem adequada é parte do processo administrativo. A inspeção é normalmente realizada em duas etapas: durante a apresentação dos documentos de instrução do licenciamento de importação e no momento da inspeção física antes da liberação alfandegária.

Entre os detalhes necessários na rotulagem estão país de origem, composição, contato do SAC, tamanho, peso líquido, validade do produto e orientações de utilização de consumo, mas essas são apenas as informações básicas. “Quando os produtos passam por alguma operação industrial, a etiqueta deve conter informações como número de inscrição, do estabelecimento e CNPJ, endereço do estabelecimento e outros elementos que geram multas caso não sejam fornecidos. É importante que os importadores consultem empresas especialistas no assunto para saber o que é preciso inserir”, aconselha.

Penalidades

A penalidade para a incorreta rotulagem é a necessidade da adequação do rótulo/etiqueta. Como a mercadoria normalmente já está armazenada no terminal alfandegário, resultará em custos não previstos para o processo. Entre os principais estão o custo do serviço contratado para rotulagem, aumento do valor da armazenagem a ser paga pela permanência da mercadoria no terminal e eventual custo de sobrestadia (atraso na devolução do contêiner), quando aplicável.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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