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Streaming ganha cada vez mais força e notoriedade mundial

Quando a Netflix chegou ao Brasil em 2011, poucas pessoas poderiam imaginar o quanto o mercado do entretenimento estava mudando. Ninguém pensava que uma empresa de oferta de títulos on demand revolucionaria o mercado por oferecer uma opção de serviço mais acessível e com mais qualidade. Um estudo da Sherlock Communications, intitulado “Mercado, Consumo e Diversidade em Serviços de Streaming de Vídeo na América Latina” e que foi realizado em seis países – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru – revelou que mais de 92% dos entrevistados disseram que assinaram uma plataforma de streaming desde 2019, com 70% tendo adicionado pelo menos uma em 2020.

A Disney+, que recentemente estacionou por aqui, anunciou que atingiu os 100 milhões de assinantes, metade da base que possui a Netflix. “O Brasil é um país muito conectado. Em termos de rede sociais já figura entre os top 5 no Facebook, Youtube, Instagram e por isso mesmo já tem uma aderência muito grande de interagir com plataformas de streaming”, afirma Pedro Oliveira, cofundador da OutField Consulting , uma consultoria focada nos negócios do esporte e do entretenimento. Ele cita alguns dos exemplos que fazem delas um sucesso e também uma ameaça aos cinemas e TVs a cabo, entre elas, os preços, que começam a partir de apenas R﹩9,90 na Amazon Prime.

Uma família que vai ao cinema pode gastar até R﹩150,00 para assistir a um único filme. Um bom pacote de TV por assinatura é a partir disso para mais. Provavelmente será muito mais compensador para essa família uma plataforma de streaming, que oferece diversos títulos e conteúdos diversificados por um preço acessível, e que poderá ver do próprio sofá a hora que preferir. Enxergando muito bem esse movimento, e ainda com a onda da pandemia e do isolamento social, essas plataformas começaram a adotar estratégias que engajam o público e prendem sua atenção.

A HBO Max, por exemplo, que ainda não chegou ao Brasil, realizou o lançamento de “Wonder Woman 1984” nos EUA primeiro e exclusivamente pelo seu próprio canal sem nenhum custo adicional e em 4k, enquanto a Disney+ anunciava a série “WandaVision” e “Falcão e Soldado Invernal”, de forma semanal, trazendo os heróis do cinema para dentro de casa, literalmente – e aumentando o “hype” dos fãs dos quadrinhos. A Netflix ainda colhe o sucesso de “La Casa de Papel”, uma das séries mais aclamadas dos últimos anos, e lança logo em seguida um novo conteúdo que dá o que falar na internet, “Lupin”. “Fazendo as contas na ponta do lápis, vale mais a pena você ter um serviço de streaming do que a TV por assinatura, onde há pelo menos 20 min gastos com anúncios. Quem ganha é o consumidor, com mais ofertas de conteúdo, um cenário mais competitivo”, explica.

Mas existe uma barreira, de acordo com o especialista, que é a infraestrutura. “Ainda não temos a mesma velocidade estrutural como no mercado americano, com penetração de internet e smartphones. O sinal às vezes cai, a imagem fica quadriculada, pode ocorrer delay de alguns segundos, e são pequenas coisas que comprometem no quesito de qualidade. Mas isso vai evoluir e o mercado de plataformas de streaming não é mais uma tendência, já é uma realidade”, analisa Oliveira.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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