Preço de terras agrícolas sobe mais de 50% no Paraná

Preço de terras agrícolas sobe mais de 50% no Paraná
Plantaçoes , 22/05/2019 - Foto: Geraldo Bubniak/ANPr

O preço das terras aptas para atividades agropecuárias teve elevação superior a 50% no período de um ano no Paraná. O resultado é influenciado, sobretudo, pela valorização da produção gerada. A análise publicada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, é tema do Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 01 a 07 de maio.

As terras da Classe A-III, que, pelo Sistema de Classificação de Solos da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), são aquelas aptas ao cultivo de grãos, apresentaram valor médio de R$ 58,9 mil o hectare este ano. Isso representa aumento de 52% ante os R$ 38,9 mil que foram levantados em março de 2020.

No caso das terras B-VI, que são aquelas ocupadas mais por pastagens e silvicultura (cultivo de florestas para produção de madeiras e outros derivados comerciais), o incremento de valor chegou também a 52%. No prazo de um ano, passou de R$ 20,1 mil o hectare para R$ 30,6 mil.

O reajuste acima dos índices de inflação já era esperado pelo mercado e pelo Deral. Alguns dos principais produtos agrícolas do Estado apresentaram grande valorização, como é o caso da soja, com aumento de 90%; do milho, que subiu 84%; e do boi gordo, que registrou acréscimo de 53%. Em consequência, a maior demanda por áreas aptas a essas atividades pressionou o preço.

Detalhes sobre os preços de terras podem ser encontrados AQUI.

FEIJÃO, MANDIOCA E PITAIA

O boletim registra que a colheita da segunda safra de feijão atingiu em torno de 6% da área total. No entanto, as condições boas do que permanece em campo têm diminuído devido à estiagem. Cerca de 33% estão nessa categoria, enquanto 42% estão em condições médias e 25%, ruins.

Para a mandioca, a expectativa é que ocorram chuvas este mês para avançar na colheita equilibrando a oferta para as indústrias de fécula e farinha, com consequente redução no preço final. A previsão é que haja redução de 4% na produção, ficando em 3,3 milhões de toneladas.

O documento trata, ainda, da produção de pitaia, conhecida como fruta-do-dragão. Os primeiros registros dessa fruta no Brasil datam dos anos 2000, com comercialização no atacado em 2005. No ano passado, as Ceasas paranaenses venderam 146 toneladas de pitaia, provenientes, pela ordem, de Santa Catarina, São Paulo e Paraná.

SOJA, MILHO E TRIGO

O boletim faz também uma análise sobre a cotação da soja e do milho no mercado. Em relação à primeira cultura, registra-se que, mesmo com produção menor, em consequência de fatores climáticos, os valores são compensatórios para os produtores.

O milho também terá perdas consideráveis pelas condições climáticas desfavoráveis. No entanto, a menor oferta, aliada à alta da commodity no mercado internacional e à taxa de câmbio elevado, ajuda a manter o mercado firme com valores recordes acima de R$ 95 a saca de 60 quilos.

Sobre o trigo, o registro é de pequeno avanço no plantio. O produtor ainda aguarda a chegada da chuva para que as sementes sejam lançadas em solo com boas condições de umidade. Os municípios aptos ao plantio têm pelo menos 14 dias para realizar a semeadura segundo o zoneamento.

OUTROS PRODUTOS

O boletim trata também da ovinocultura, da pecuária de corte e da avicultura, analisando o desempenho do preço tanto ao produtor quanto no varejo.

Há, ainda, registro da safra de tomate, que já está com 95% da área da primeira safra colhida. A estimativa é render 137.597 toneladas. Da segunda safra, foram plantados 96% do total da área e 37% já estão colhidos. Para esse ciclo, a expectativa é de 94.562 toneladas.

Foto – Geraldo Bubniak/AEN

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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