Confiança das micro e pequenas empresas cresce pelo segundo mês consecutivo

Confiança das micro e pequenas empresas  cresce pelo segundo mês consecutivo

Em maio, pelo segundo mês consecutivo, as micro e pequenas empresas demonstraram um sinal de recuperação, após uma forte queda da confiança, em março. A informação é da Sondagem de Micro e Pequenas Empresas, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a pesquisa, o Índice de Confiança de Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) subiu 5,4 pontos, em maio, atingindo o patamar de 93,5 pontos, o maior nível desde dezembro de 2020 (94,6 pontos).

O IC-MPE agrega os índices de confiança dos três principais setores da economia – comércio, serviços e indústria de transformação. Segundo o presidente do Sebrae, nos últimos dois meses, houve um crescimento de 11 pontos na confiança dos pequenos negócios. Todos os setores apresentaram resultados positivos, mas Comércio e Serviços, que estavam com um baixo índice, estão dando ótimos sinais de recuperação.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, comenta que dos pontos que mais chamou atenção na Sondagem das MPE, em maio, foi o quesito expectativa de geração de vagas de emprego nos próximos três meses, na indústria. Após meses de sinalizações de demissão de mão de obra pelas empresas, no último mês, as MPE da indústria sinalizaram que pretendem contratar no curto prazo. “Uma das possíveis razões pelo otimismo por parte das MPE é o fato de que as medidas restritivas têm sido flexibilizadas, além da possibilidade do aumento na oferta de vacinas para a população em geral”, ressalta.

“Em maio, além do Dia das Mães, a diminuição do número de casos e mortes por coronavírus, a ampliação do programa de imunização, a manutenção do auxílio emergencial e de programas que favorecem os pequenos negócios, como a MP do Bem, contribuíram para a melhora do otimismo das micro e pequenas empresas”, frisa Melles, que enfatiza que esse indicador reflete a economia atual dos pequenos negócios e revela uma continuidade no movimento de recuperação.

Comércio

O índice de Confiança das MPE do Comércio foi o que apresentou o maior incremento na confiança, passando de 79,9, em abril, para 90,5, em maio. Um aumento de 10,6 pontos. Nos últimos dois meses, o Comércio demonstrou uma recuperação de 22 pontos.  A alta da confiança das MPE desse setor decorre do aumento da satisfação com a situação atual, o desempenho nas vendas efetivas de maio, e da melhoria das perspectivas de vendas para os próximos três meses.

“A recuperação ocorreu em todos os segmentos do comércio, mas o destaque foi o comércio de material de construção que subiu 7,7 pontos e chegou a 90,2 pontos, o maior nível desde setembro de 2020 (91,0 pontos). Este segmento foi acompanhado por veículos, motos e peças e varejo restrito”, pontua o presidente do Sebrae.

Serviços

Um dos setores mais impactados pela pandemia do coronavírus, o de Serviços, também tem demonstrado sinais de recuperação e teve um aumente de 7,2 pontos, apenas no mês de maio, atingindo 86,9 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2020 (95,1 pontos), ou seja, período pré-pandemia. Em abril, a confiança dessas empresas já havia crescido 4,6 pontos. O Índice de Confiança das MPE de Serviços (MPE-Serviços) foi influenciado, principalmente, pelo aumento da demanda atual e pela melhora do otimismo em relação a tendência dos negócios nos próximos seis meses.

“Por ser a segunda alta consecutiva e consistente, esse índice dos Serviços pode indicar um melhor cenário para o setor no curto prazo”, comenta o presidente do Sebrae.  O segmento serviços prestados às famílias foi o que mais contribuiu para a alta desse mês, ao subir 12,6 pontos, para 83,3 pontos, o maior nível desde outubro de 2020 (85,1 pontos). Este segmento foi seguido de transporte (7,4 pontos), serviços profissionais (7 pontos) e informação e comunicação (5,1 pontos).

Indústria

Após cinco meses seguidos de queda, o Índice de Confiança das MPE da Indústria de Transformação (MPE-Indústria) voltou a subir. Contudo a alta de 1,9 ponto, chegando a 97,7 pontos recupera apenas 9,2% das perdas dos últimos meses. “Apesar dos problemas com níveis de estoque e da alta da inflação, principalmente entre as indústrias alimentícias, o avanço da confiança das MPE na Indústria foi influenciado por melhores perspectivas para os próximos meses e pela expectativa de contratações para os próximo três meses”, revela Melles.

Entre os segmentos mais relevantes da indústria, o segmento de vestuário foi que mais contribuiu para a melhora da indústria, com alta de 14,8 pontos, levando a 87,9 pontos, após cinco quedas consecutivas. Já o segmento alimentos teve queda de 4,5 pontos, para 82,4 pontos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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