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Pesquisa revela expectativas dos profissionais após um ano de home office

Após 14 meses de trabalho home office, como os profissionais encaram o novo formato de trabalho e as incertezas que ainda permeiam a rotina produtiva? A Thomas Case & Associados promoveu uma pesquisa com mais de 100 profissionais de diversas áreas de atuação, em setores como saúde, transporte, logística e meio ambiente, a partir do nível pleno, para entender algumas questões.

A pesquisa perguntou como os profissionais encararam a chegada da pandemia e o home office em 2020. Para 40,7% dos entrevistados houve tranquilidade de que tudo seria breve, contra 30,5% que tiveram receio do que aconteceria no futuro e 28,8% que afirmam que não tiveram tempo para pensar na adaptação e apenas aceitaram as condições.

48% dos trabalhadores improvisaram espaço em casa

Sobre o ambiente de home office, 48,3% afirmaram que improvisaram um espaço em casa para trabalhar, como mesa da sala e no quarto – e 49,2% informam que conseguiram separar um espaço ideal para as atividades. Para 68,6%, as famílias se adequaram ao novo momento, 16,9% dizem que as famílias estranharam e 14,4% moram sozinhos.

Com relação às dificuldades no primeiro ano de home office, 58,5% dos entrevistados alegam que não conseguiram organizar a rotina de trabalho com a organização da casa. 27,1% tiveram problemas para adequar-se à rotina online e 14,4% não conseguiram organizar a agenda de trabalho.

A pesquisa procurou também entender os níveis emocionais dos entrevistados. 61,9% relataram estafa emocional em algum momento do home office contra 33,1%. Sobre motivação, 53,4% revelam que ficou desmotivado no trabalho por várias vezes e 19,5% não sabe opinar.

Maioria trabalha à noite

Para Vanessa Novais, diretora executiva de transição de carreira da Thomas Case & Associados, “a estafa emocional e a desmotivação são respostas de uma somatória de vários fatores: o medo real de contrair a doença, o ‘estar’ em casa junto aos familiares 24 horas por dia ou completamente sozinho e isolado (o que causa depressão), e o aumento de horas trabalhadas. Em home office, a maioria dos profissionais trabalha durante à noite também, além do stress da organização da rotina do trabalho versus rotina da casa”.

Sobre o trabalho em home office atualmente, 58,5% consideram uma boa opção de trabalho, contra 31,4% que afirmam ter se tornado exaustivo. 10,2% não tem opinião formada.

Questionados sobre a rotina de trabalho presencial, 68,6% dos entrevistados sentem falta da troca de informações com os colegas; 12,7% da infraestrutura oferecida e 18,6% não sentem falta.

A pesquisa também perguntou sobre a preparação para a volta. 70,3% dos profissionais se sentem preparados para a volta ao presencial contra 23,7% que ainda preferem o home office. Para 76,3%, o modelo híbrido de trabalho é o ideal.

“Os profissionais, apesar do receio de contrair a doença, preferem retornar aos seus postos de trabalho, para suas rotinas corporativas e para o contato com os colegas”, complementa Vanessa.

A pesquisa realizada pela Thomas Case & Associados é uma base para direcionar os departamentos de recursos humanos as novas adaptações. “Percebe-se que o modelo híbrido é o que vai mandar nos próximos anos. Não deixa de ser uma nova adaptação, que dependerá de novas maneiras de gerir as pessoas, demandará uma estrutura diferente. Obviamente, muito dessa adaptação já vem do que aprendemos no home office, basta esperar que essa mudança seja positiva e que embale os novos moldes de trabalho”, reforça Norberto Chadad, presidente da Thomas Case & Associados, que complementa.

“O RH precisa estar preparado para receber um profissional diferente, mais abalado psicologicamente. Motivar esse colaborador in loco, transmitindo segurança será a peça chave da motivação, para que ele se sinta confortável na volta”, ressalta.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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