Solução da Becomex reduz o impacto do aumento de custo dos fretes internacionais

Solução da Becomex reduz o impacto do aumento de custo dos fretes internacionais

A falta de matéria-prima que acomete a indústria de transformação desde o segundo semestre do ano passado, em grande parte causado primeiro pela parada e, depois, pela redução da produção em função da pandemia, é grave e impõe complexos desafios ao longo deste ano.

O maior problema da indústria, portanto, não é a falta de demanda, mas sim falta de insumos em decorrência de dificuldades logísticas e operacionais. Não apenas para o Brasil, uma destas dificuldades está ligada ao aumento dos preços dos fretes internacionais, e ao congestionamento nos portos marítimos, tornando-se um impedimento para o aumento das exportações e importações.

“O preço do frete internacional passou a ser o grande obstáculo aos importadores, que podem encontrar no uso dos benefícios governamentais uma estratégia para minimizar o impacto do AFRMM – Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante nos preços dos seus produtos, aumentando a eficiência da indústria, principalmente no seu fluxo de caixa”, explica Gustavo Correa, diretor de Operações da Becomex.

O AFRMM foi instituído com a finalidade de apoiar o desenvolvimento da marinha mercante e da indústria de construção e reparação naval brasileiras. Trata-se de um tributo que encontra previsão legal na Lei nº 10.893/2004 e tem como base de cálculo o frete aquaviário de carga de qualquer natureza descarregada em porto brasileiro. Suas alíquotas variam conforme o tipo de navegação, sendo de 25% no caso de navegação de longo curso.

Como o AFRMM está vinculado à remuneração do transporte aquaviário, a primeira conclusão possível é de que o aumento do custo do frete marítimo tem relação direta com o valor do tributo, e na medida que ele aumenta, há um impacto direto no custo da operação das empresas importadoras e até daquelas que indiretamente utilizam insumos importados.

O aumento do custo do frete marítimo é uma realidade e muitas empresas já vêm manifestando sua preocupação. O Baltic Dry Index, índice que mede a variação do custo do transporte de matérias-primas alcançou recentemente seu maior nível em mais de dez anos.

Alternativas

Existem alternativas para reduzir o impacto do AFRMM nas operações das empresas. A solução passa pela utilização dos Regimes Especiais, como o RECOF-SPED, o Drawback Suspensão e em alguns casos o Drawback Intermediário.

Para Correa, “o uso dos Regimes Especiais com foco em reduzir o custo das importações ao reduzir o custo tributário ganha mais importância e relevância em um cenário de fretes marítimos altos”. O executivo diz ainda que “existem fatores que não estão no controle dos importadores quanto ao custo do frete marítimo internacional, por outro lado, é possível reduzir o custo das importações com a retirada e a redução dos tributos, como o AFRMM.”

Com estes regimes, é possível reduzir o custo do tributo na proporção do volume exportado. A solução costuma estar dentro de casa, ou seja, a empresa dispõe de todos os dados e informações para que seja possível se avaliar o impacto financeiro de utilizar os Regimes Especiais, mas algumas vezes é possível também envolver a cadeia de fornecimento para alcançar o benefício.

“A Becomex conhece a fundo todas as dificuldades deste cenário, e hoje é a maior consultoria nacional no assunto. Os Regimes Especiais são o centro das nossas atividades. Contamos com um time multidisciplinar, com formação, conhecimento e vivência. São 450 pessoas que respiram Regimes Especiais de uma maneira integrada”, finaliza Correa

Crédito da foto – iStock

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *