Entenda por que instaurar a gestão horizontal pode impulsionar os negócios

Entenda por que instaurar a gestão horizontal pode impulsionar os negócios

Termo em alta no ambiente corporativo, a inovação tem sido vista como a revisão da maneira como a empresa se comunica com os clientes, seja pelo marketing ou em estratégias de vendas. Só que essa mudança, se não bem estruturada em toda a empresa, pode acarretar em prejuízo para outros setores, que não acostumados com essa nova cultura, não atendem em prazos ou, até, em qualidade de entrega de produtos e serviços.

“A inovação não é trazer mais aparatos tecnológicos para a empresa, mas sim repensar e sair da caixinha, deixar o que é cômodo de lado. É, sobretudo, fazer uma revisão geral de toda a empresa: da relação de governança ao consumidor final, incluindo o administrativo, financeiro e RH”, explica Melina Alves, CEO e fundadora da DUXcoworkers, uma consultoria especializada em UX. O resultado, segundo a executiva, é a possibilidade de dividir em claquetes os setores e, então, visualizar novas soluções que deem maior fluidez e dinamismo nas relações ali estabelecidas, incluindo o que compete aos indivíduos.

É a partir deste ponto que uma nova perspectiva se abre: a gestão horizontal e os desafios de sair do controle das demandas. O primeiro passo é ter bem claro se essa nova cultura é de fato a melhor opção, se faz sentido e pode ser adotada entre os integrantes da empresa. “Repensar a estrutura tradicional é positivo, mas é, em contrapartida, uma transformação significativa, que tende a mudar completamente as relações de trabalho. É, entre elas, dar maior protagonismo aos colaboradores, desfazer postos de trabalho e ter sempre como foco principal os projetos e o acesso simplificado às informações que são inerentes a este”, complementa Melina.

Neste novo modelo, a cultura empreendedora individual é fomentada e desenvolvida em cada indivíduo da equipe, pois tem, por finalidade, fazer com que as pessoas compartilhem responsabilidades e somem expertises. Para entender melhor as vantagens, Melina Alves elencou quatro fatores pelos quais implementar a gestão horizontal faz sentido e pode ser bastante benéfica aos negócios:

Redução de custo

Ao retirar cargos super protetores e gerenciais, que geralmente têm salários mais elevados, a estrutura da empresa naturalmente muda, fazendo com que alguns deles percam o sentido, levando a uma diminuição considerável de despesas.

Time mais capacitado

O colaborador tem uma relação maior de autonomia, com liberdade para se apropriar do contexto do trabalho, mesmo que, anteriormente, não fosse da alçada dele tal responsabilidade. Parte-se do pressuposto que ninguém é dono da informação e que se todo mundo tem o mesmo conhecimento do projeto, qualquer um pode assumir as demandas. Isso reduz, portanto, a dependência de uma pessoa específica para realizar a tarefa, tornando a equipe mais produtiva e os processos mais ágeis, com sensível redução de riscos operacionais.

Gestão de conhecimento

Neste conceito entende-se que as informações a serem trabalhadas e desenvolvidas fazem parte do projeto e não exclusivamente de uma única pessoa, o que reduz consideravelmente a dependência nos indivíduos e em suas aptidões restritas. O objetivo é minimizar aquela ideia de “precisamos da pessoa X porque é ela quem mais entende sobre essa questão”. Por trás desta jornada, há um envolvimento maior das equipes, que assumem responsabilidades, e se interseccionam com um único propósito.

Cultura de inovação

Com maior autonomia sobre a tomada de decisões, o funcionário passa a ter mais responsabilidade não apenas sobre o projeto, mas sobre a sua própria carreira e desenvolvimento. Isso fomenta uma cultura empreendedora em todos os indivíduos, gerando uma demanda por desenvolvimento profissional e inovação de dentro para fora. A inovação passa, então, a ser parte intrínseca da cultura da empresa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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