Número de milionários cai 6,6% no Brasil

Número de milionários cai 6,6% no Brasil

A população de indivíduos com alta renda (tradução livre para “High Net Worth Individual” ou HNWI) cresceu 6,3%, ultrapassando a marca de 20 milhões, enquanto a riqueza cresceu 7,6% em 2020, quase atingindo o valor de US$ 80 trilhões. Impulsionada pelo aumento dos mercados de ações e pelo estímulo governamental, a América do Norte ultrapassou a Ásia-Pacífico (APAC) para se tornar a líder em 2020, tanto em população quanto em riqueza. As informações fazem parte da edição do 25º aniversário do Relatório de Riqueza Mundial da Capgemini, que examina a evolução da riqueza global no último ano e as tendências e influências dos HNWI dos últimos 25 anos.

No Brasil, no entanto, o número de milionários decresceu em 6,6%, saindo de198,8 mil (2019) indivíduos para 185,6 mil no ano passado. Mesmo com essa queda, a concentração de recursos aumentou de US$ 4,766 bilhões para US$ 4,779 bilhões, e isto mesmo com o real desvalorizado frente ao dólar e a queda do PIB em 4,1%.

O estudo ressalta que a capitalização de mercado brasileiro caiu para 16,8% em 2020, em comparação com um grande aumento em 2019, da ordem de 29,5%. E aponta que o mercado “frágil” de ações no Brasil, que ainda estava em recuperação da recessão de 2015-16, foi severamente atingido pela pandemia. No campo social, o estudo enfatiza a alta taxa de desemprego no Brasil de 13,9% em 2020, ante 12,1% em 2019, e que o País segue enfrentando problemas sociais e apresenta um dos maiores níveis de desigualdade do mundo como fatores inibidores para o aumento de indivíduos com renda acima do US$ 1 milhão – número mínimo para constar na pesquisa.

“O cenário econômico no geral não foi positivo em 2020 especialmente pelos efeitos da pandemia e isso se refletiu nos indicadores gerais do número local de HNWIs. Além disso, a recuperação no final do segundo semestre freou um pouco a queda do PIB mas não foi suficiente ou rápida o bastante como em outros países para melhorar nosso indicadores”, explica Fabio Cossini, Líder de Soluções para Bancos e Meios de Pagamento da Capgemini Brasil.

Em 2020, o segmento ultra-HNWI liderou a população geral de alto patrimônio líquido global e o crescimento da riqueza em 9,6% e 9,1%, respectivamente, enquanto os “milionários mais próximos” e os “milionários intermediários” tiveram menor crescimento populacional e de riqueza em cerca de 6% e 8%, respectivamente.

De acordo com o relatório, o mais antigo do setor e um dos os estudos de riqueza mais referenciados, os HNWIs se envolveram mais em seus investimentos nos últimos 25 anos e agora buscam cada vez mais um amplo suporte de consultoria. À medida que os players de tecnologia continuam a entrar no espaço de gestão de patrimônio, as empresas desse mercado precisam avançar em direção a consultorias com base em tecnologia e modelos de negócios hiperpersonalizados. Como a COVID-19 trouxe a terceira “turbulência” econômica global do século 21, as lições da bolha de tecnologia de 2002 e da crise financeira global de 2008 continuam a apontar para a tendência dos HNWIs de autodirigir investimentos em um mercado em alta, mas retornando à busca de aconselhamento durante as crises e volatilidades do mercado.

 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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