Estudo aponta o que está por trás do aumento da demanda por trabalhadores temporários no Brasil

Estudo aponta o que está por trás do aumento da demanda por trabalhadores temporários no Brasil

Se antes o trabalho temporário era restrito a determinados setores e períodos do ano, o formato ganha cada vez mais espaço nas corporações. De acordo com o estudo Flexibility @ Work, da Randstad, líder global em soluções de RH, na maioria dos países desenvolvidos, entre 5% e 25% da força de trabalho têm contratos com prazo determinado, e o Brasil segue essa tendência. A análise mostra que fatores como otimismo dos empregadores, ganho na eficiência e início da retomada da economia podem ser os principais responsáveis por esse aumento de contratações em todo o mundo. Só no Brasil, mais de um milhão de vagas devem ser criadas neste formato ainda no segundo semestre de 2021, segundo a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), o número é 20% maior em comparação com o mesmo período de 2020.

“As dificuldades e inseguranças causadas pela pandemia podem ter encorajado o aumento significativo na procura das corporações por trabalhadores temporários no ano passado, mas já notamos que essa tendência deve se estabelecer. Com um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico, as contratações temporárias permitem que as empresas selecionem as competências, habilidades e qualidades certas antes de fazer contratações permanentes, otimizando seus processos”, afirma Fabio Battaglia, CEO da Randstad no Brasil.

Entretanto, outros fatores influenciam no aumento da demanda, ainda de acordo com o estudo Flexibility @ Work, o aquecimento da economia, causado pelo início da imunização em boa parte dos países esse ano, também trouxe impacto, afinal agora as empresas estão mais otimistas e vêem uma projeção de aumento nos negócios.

Além disso, o ganho em eficiência produtiva e de custos é um aspecto decisivo na contratação de temporários, já que permite que as empresas ajustem rapidamente o tamanho e a composição de sua força de trabalho de acordo com as necessidades, processos e prioridades.

O aumento do interesse pela contratação de temporários é bom para os negócios, mas também para a geração de empregos. Apenas entre julho e setembro deste ano, ainda de acordo com levantamento da Asserttem, a expectativa é que 630 mil vagas temporárias no Brasil sejam abertas. “O trabalho temporário é uma oportunidade para quem está à procura de recolocação profissional e também uma chance de ganhar experiência em certas funções. Traz para o profissional qualificação, como aumento de adaptabilidade, assim como outras soft skills tão procuradas pelas empresas ultimamente”, comenta Battaglia.

Outra tendência apontada pelo estudo Flexibility @ Work e que é percebida pela Randstad como crescente e mais efetiva nas corporações, é a composição de um pool de talentos com temporários, efetivos e pessoas dedicadas por projeto. “As empresas devem cada vez mais analisar o que elas precisam para contratar a mão de obra de qualidade adequada para seu trabalho. Inclusive, as consultorias em RH e gestão de talentos podem ter papel importante neste diagnóstico e contratações, devido a experiência em conectar pessoas com as oportunidades corretas, além de ter um olhar estratégico e personalizado para cada tipo de negócio”, finaliza Battaglia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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