Gestão de patrimônio alcança R$ 281 bilhões de volume financeiro no primeiro semestre do ano

Gestão de patrimônio alcança R$ 281 bilhões de volume financeiro no primeiro semestre do ano

As casas de gestão de patrimônio alcançaram R$ 281,3 bilhões de volume administrado no primeiro semestre de 2021. O montante representa um aumento de 8,3% em relação a dezembro do ano passado, de acordo com a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

As aplicações desse segmento de clientes podem ser feitas por meio de dois instrumentos: fundos de investimento e carteiras administradas. Do total de recursos sob gestão, 71,7% (ou R$ 201,8 bilhões) estão alocados em fundos de investimento, um crescimento de 10,4% em relação a dezembro. Já as carteiras administradas respondem por 28,3%, o que representa R$ 79,5 bilhões.

Quando olhamos para as classes de ativos, a renda variável foi o destaque do semestre: o volume financeiro aplicado subiu 8,9% no semestre, chegando a R$ 77,8 bilhões – o que corresponde a 27,6% do portfólio. Embora a renda fixa tenha perdido pequena participação na composição da carteira— passou de 37,4%, em dezembro, para 36,6% em junho deste ano -, ela ainda é a dona da maior fatia das aplicações. Em volume, a variação dessa classe foi positiva: cresceu 6%, alcançando um montante de R$ 102,9 bilhões.

Outro tipo de investimento que ganhou relevância foram os fundos estruturados – nessas estatísticas, são considerados os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) e os fundos imobiliários. O volume aplicado nesses produtos passou de R$ 21,8 bilhões em dezembro para R$ 24,4 bilhões em junho, uma variação de 12,3%.

A previdência também teve crescimento acentuado de volume – uma variação de 21,2% de dezembro (quando o patrimônio era de R$ 5,3 bilhões) para junho de 2021 (quando alcançou R$ 6,5 bilhões). Mas a classe ainda ocupa um percentual menor no portfólio, com 2,3% dos investimentos.

Distribuição regional e grupos econômicos

O volume financeiro sob gestão cresceu em todas as regiões do país, sendo que o Sudeste concentra 84,7% dos recursos. No semestre, a participação de São Paulo no total nacional diminuiu de 62,5% para 61,6%, enquanto a de Minas Gerais e Espírito Santo juntos subiu de 6,1% para 7,8%. Nessa região, apenas o Rio de Janeiro se manteve estável, oscilando de 15,6% para 15,3%.

Em número de grupos econômicos, o Sudeste também tem a maior parte, com 71,8% do total do país. Neste segmento, os investidores são contabilizados por grupos econômicos que representam famílias, com um ou mais CPFs agregados. O total de grupos aumentou 7,5% no período, passando de 21.966 no final do ano passado para 23.617 em junho de 2021.

As estatísticas de gestão de patrimônio são divulgadas semestralmente e têm como base um total de 90 instituições que seguem as regras do capítulo de Gestão de Patrimônio do Código de Administração de Recursos de Terceiros.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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