Conheça os mitos e verdades sobre os consórcios

Conheça os mitos e verdades sobre os consórcios

Na contramão da crise enfrentada por diversos segmentos da economia, o mercado de consórcios viu os números crescerem nos últimos meses. Segundo os dados divulgados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), o Brasil registrou, no segundo trimestre de 2021, um aumento de 58,2% nas cotas vendidas e as contemplações registraram um crescimento de 32,5%. O relatório trimestral da instituição mostrou ainda que o Sul do país foi a região onde a venda de cotas de consórcio mais cresceram, com elevação de 37%.

E dentro desse cenário, somente o Estado do Rio Grande do Sul registrou um número expressivo, de 74% de aumento. Para Fábio Jr. Stumpf, da Stumpf Group, representante comercial da Multimarcas Consórcios em Caxias do Sul, uma das maiores empresas do ramo, o cenário reflete as vantagens que os consumidores encontram ao optarem pelos consórcios. “Estamos em meio a uma situação econômica muito delicada para os brasileiros, e o fato de o consórcio representar uma espécie de planejamento financeiro tem ajudado muitas famílias a adquirirem bens e serviços sem se endividarem. Além disso, o momento é de alta nos preços e o consórcio é uma chance de se programar para uma compra quando os valores estiverem mais estabilizados”, explica.

Para ajudar quem deseja fazer um consórcio, o empresário listou alguns mitos e verdades sobre a categoria. Confira:

A meia parcela é a melhor opção para um consórcio – MITO

Em um primeiro momento, a meia parcela parece ser uma forma interessante de ingressar no consórcio. Por ter que desembolsar por mês um valor menor, a prática acaba sendo atrativa para muitos consumidores, porém a longo prazo pode desequilibrar o orçamento familiar. Segundo Fábio Jr. Stumpf é necessário ter atenção nas variáveis que se apresentam nesta forma de pagamento.

“Quando se paga metade da parcela, ao ser contemplado, o consorciado também só terá direito a metade do valor contratado. Ou seja, apesar de ter passado meses desembolsando menos, na hora de adquirir o bem efetivamente, é preciso arcar com a diferença”, pontua Stumpf.

Em seus cálculos, Stumpf explica que a questão está diretamente ligada ao valor gerado pelos consorciados em conjunto. Ou seja, no caso de um consórcio no valor de R$ 100 mil, se 500 consorciados pagarem a meia parcela, no final de um período de um ano, a administradora só conseguirá contemplar um total de cinco pessoas. Quando em uma parcela integral, considerando o mesmo valor, mesmas taxas e o mesmo período, o número de contemplados, entre sorteio e lance, será de 44 pessoas. Desta forma, no pagamento do valor integral se tem mais segurança de que vai receber o bem equivalente ao crédito contratado e não com valor equivalente à metade deste crédito. Além disso, é importante considerar que a taxa de administração deve ser dividida pelo período: em um exemplo podemos pensar que uma taxa de 16% em um período de 150 meses, que totalizará 0,10% ao mês.

Valor integral garante contemplação com valor integral – VERDADE

Apesar de as parcelas integrais serem um pouco mais altas, elas também são a garantia de que, ao ser contemplado, o consorciado terá uma carta de crédito com o total do contrato. De acordo com Stumpf, isso acontece porque o valor é dividido de forma igualitária entre os meses, o que não acarreta nenhum tipo de surpresa no final.

Taxas de administração baixas são sempre vantajosas – MITO

Em alguns casos, ao se deparar com taxas de administração muito inferiores ao aplicado no mercado, o consumidor pode entender como uma vantagem, entretanto, muitas vezes podem ser um sinal de alerta. É fundamental que o cliente se atente ao valor que está sendo cobrado por mês. O cálculo que deve ser feito é o seguinte: dividir o valor da taxa de administração total pela quantidade de meses. Ao obter o resultado, muitas vezes o consumidor vai perceber que uma taxa menor nem sempre é sinônimo de pagar menos.

Os consórcios são uma forma segura de conquistar um bem – VERDADE

Fábio Jr. Stumpf explica que ainda há muito preconceito em relação aos consórcios, mas que isso tem diminuído com o passar dos anos, principalmente com o crescimento da modalidade.

“O consórcio é um meio seguro e que representa uma oportunidade de planejamento financeiro, uma vez que não é aplicado juros as parcelas. Além disso, a carta de crédito com o valor total representa uma compra à vista, o que dá margem para barganha de preços”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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