Empresas se preparam para o início da fase 3 do open banking com foco em transações de pagamentos

Empresas se preparam para o início da fase 3 do open banking com foco em transações de pagamentos

Em vigor desde fevereiro, a fase 1 do open banking consistiu no momento em que as instituições financeiras compartilharam entre si, sob supervisão do Banco Central, os seus canais de atendimento e os produtos e serviços que oferecem, como contas de depósito à vista, poupança, pagamento e operações de crédito. Já a segunda fase de implantação está em vigor desde de agosto. Com o novo sistema, os clientes poderão migrar seus dados de uma instituição para outra com facilidade, mantendo seu histórico financeiro quando optarem por mudar de prestador de serviço.

Prevista para o dia 29 de outubro, a fase 3 do Open Banking consiste no compartilhamento dos serviços de transação de pagamento via PIX. Com ele, os clientes que possuem PIX poderão realizar pagamentos por meio de aplicativos que não sejam do próprio banco onde a chave foi cadastrada. Entretanto, o usuário deverá autorizar o compartilhamento do serviço. O open banking, permite a troca de dados e informações de todos os clientes de bancos entre as empresas do setor financeiro.

“Não há a obrigação de se manter preso a uma instituição. O cliente poderá (sempre com seu consentimento) compartilhar seu histórico de crédito e de transações com outras instituições, que então poderão oferecer condições melhores de crédito, tarifas menores e serviços personalizados, por exemplo. O cliente acaba tendo liberdade e autonomia para trocar de prestador de serviço sem perder o seu histórico. Para as instituições, cria-se um ambiente competitivo benéfico, que leva mais opções aos usuários e permite a entrada de mais produtos e instituições no mercado”, explica Paulo Oliveira Andreoli, Head de OmniFinance, responsável pela área de Open Banking e Soluções de Pagamento no Grupo FCamara.

Novos sistemas exigem integração e certificação das instituições
Para que as instituições possam atuar nos modelos Open Banking, precisam realizar diversas integrações, além de conseguir a certificação de segurança na OpenID Foundation. “Esse modelo está apenas começando em nosso país e é importante que os participantes estejam homologados pelo Banco Central e aptos a aplicarem todas as regras de segurança e de padronização, gerenciar os consentimentos dos clientes e o uso adequado de suas informações. O principal risco de um sistema compartilhado é a segurança da informação. Os sistemas terão que conversar entre si e, ao mesmo tempo, estarem protegidos de ataques de hackers”, ressalta Andreoli.

O Grupo FCamara criou soluções e serviços que ajudam a implementação do Open Banking no Brasil e atualmente têm em sua carteira de clientes importantes bancos, como o Banco BTG e o Banco PAN, entre outros. Com o apoio do grupo, as instituições conseguem fazer as integrações necessárias de forma facilitada, sem assumir os custos de desenvolvimento dessas soluções. “Saindo da postura conservadora e permitindo a criação de aplicações por terceiros, os bancos poderão inovar, melhorar a experiência de seus clientes e ampliar as possibilidades de receita, sem precisar arcar com todos os custos de desenvolvimento dessas soluções. É uma verdadeira situação “ganha, ganha”, finaliza o especialista.

De acordo com projeções do Grupo FCamara, cerca de 5 milhões de brasileiros irão aderir ao sistema Open Banking ainda em 2021. Para chegar a esse número, o Grupo levou em consideração a proporção de população bancarizada, o sistema financeiro ativo e desenvolvido do país, a inclusão nesse sistema de 10 milhões de pessoas pelas necessidades decorrentes da pandemia de covid-19, além da chegada do Pix, que vem acostumando os brasileiros a uma forma de pagamento totalmente digital.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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