Investimento em startups triplicou no 1º semestre deste ano

Investimento em startups triplicou no 1º semestre deste ano

O investimento em startups realizado por corporações, o chamado corporate venture capital (CVC), vem crescendo no Brasil e alcançando números recordes. Entre janeiro e junho deste ano, as novatas de base tecnológica receberam mais de US$ 622 milhões de grandes empresas, distribuídos em 22 transações. O volume investido representa mais do que o triplo do aportado em todo o ano passado, que acumulou US$ 199 milhões, em 27 negociações dessa natureza.

Essas são as principais conclusões do levantamento “Corporate Venture Capital Report 2021”, realizado pela KPMG em parceira com a Distrito. O estudo traz uma análise histórica do setor, com o mapeamento das transações realizadas ao longo dos últimos 20 anos. Desde os anos 2000, o país acumula 212 rodadas de investimentos de corporações junto a startups, das quais 162 tiveram os volumes negociados revelados, totalizando US$ 1,3 bilhão.

“A exemplo do que ocorre com o mercado tradicional de venture capital, as empresas líderes estão investindo pesado nas startups em busca de novos modelos de negócio e ganhar mercado. Nesse cenário, quem não buscar inovação aberta e transformação digital pode ficar para trás em pouco tempo”, afirma o sócio-líder da área de Private Enterprise da KPMG no Brasil e na América do Sul, Jubran Coelho.

O levantamento indica que cerca de 70% dos investimentos mapeados estão concentrados nos estágios iniciais, o que comprova como, historicamente, o CVC no país tem como alvo prioritário as companhias ainda iniciantes. “Isso consolida o entendimento de que esses investimentos são uma prioridade estratégica, visto que o retorno financeiro de startups ainda muito pequenas é incerto, mas os ganhos potenciais associados às soluções tecnológicas que elas apresentam ao mercado são muito mais factíveis”, destaca o líder do programa Emerging Giants da KPMG, Diogo Garcia.

De acordo com o estudo, entre as corporações que mais apostaram em veículos de investimentos em startups estão as das indústrias financeira (16), varejista (15) e de tecnologia (14). Por outro lado, os setores que mais receberam recursos foram os da área financeira (fintechs) – com 24 aportes, totalizando mais de US$ 249 milhões – e o mercado imobiliário e de construção (real estate) que superaram os US$ 379 milhões em apenas quatro transações.

As startups do segmento varejista (retailtechs) também chamam atenção no documento e receberam 17 aportes, no valor total de US$ 206 milhões. Já as novatas que trazem soluções para a área de marketing e publicidade (martechs) somam US$ 28 milhões captados.

O estudo traz ainda um uma contextualização do CVC no âmbito global. Os valores investidos em startups por corporações do mundo inteiro já se aproximam dos US$ 80 bilhões, distribuídos em 2.099 rodadas somente nos primeiros seis meses deste ano. O volume é pouco maior do que o investido no ano passado inteiro (US$ 74,2 bilhões), porém mais do que o dobro do registrado apenas no primeiro semestre de 2020 (US$ 33,8 bilhões).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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