30 milhões de brasileiras comemoram nesta sexta-feira o Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino

30 milhões de brasileiras comemoram nesta sexta-feira o Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino

Sexta-feira, 19 de novembro, é o Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino. A data é simbólica e faz parte de uma campanha contra a desigualdade de gênero no mercado de trabalho. E mais do que isso: trata-se de uma oportunidade para refletirmos sobre os avanços e os desafios que ainda persistem no caminho de mulheres que desejam ter seus próprios negócios.

O que vemos hoje é que cada vez mais mulheres têm mudado suas realidades e criado as suas empresas.

Quando se analisam os dados dos empreendimentos criados recentemente, podemos constatar que mais de 55% dos negócios foram abertos por mulheres, conforme mostra a pesquisa GEM, realizada em parceria entre o Sebrae e o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade. O Brasil ocupa, hoje.  o 7º lugar no ranking dos países com maior proporção de mulheres entre os empreendedores iniciais.

Em números, temos hoje, em todo o País,  30 milhões de mulheres empreendedoras, de um total de 52 milhões de negócios em funcionamento. Já quando se fala em microempreendedores individuais (MEI), as mulheres representam 48% do total, sendo que a preferência delas é pelos segmentos de beleza, moda e alimentação.

O que chama a atenção, é que ao invés de abrir o seu negócio para aproveitar as oportunidades que estão surgindo no mercado, a grande maioria das mulheres iniciam o negócio próprio pela necessidade de complementar a renda da família ou mesmo para sustentar os seus filhos. Outras procuram superar alguns desafios como receber um salário de acordo com suas capacidades de gerar valor. E em alguns casos, e o que é ainda mais lamentável, é que algumas mulheres empreendem para evitar assédio ou o preconceito que podem sofrer em outras empresas, e ter maior flexibilidade, principalmente para aquelas que são mães. De acordo com a Rede Mulher Empreendedora, 53% das mulheres empreendedoras possuem filhos e precisam conciliar muitas atividades.

E neste difícil período de pandemia, uma nova leva de empreendedoras foi despertada. Dados da Rede Mulher Empreendedora mostram que, só no ano passado, o número de empresárias aumentou 40%. De todas as donas de pequenos e médios negócios do país, cerca de 26% abriram suas empresas durante a pandemia.

Para concluir, eu quero parabenizar a todas as mulheres corajosas que um dia tiveram a coragem para abrir o seu negócio e, que por mais difícil que seja, nunca desanimem.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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