Reestruturação comercial e investimentos na linha premium elevam receitas da Mili
Mudar para crescer mais. Esta foi a estratégia utilizada pela paranaense Mili S/A, que é uma das dez maiores empresas do setor de papel e celulose do Brasil. A companhia passou por uma reestruturação comercial, aliada a investimentos em sua linha premium.
O diretor técnico da Mili, Daniel Signori, me explicou que a empresa tinha um corpo de vendas muito antigo. Foi então que no início de 2020, antes da pandemia, encarou como desafio realocar representantes, instituir a figura do executivo de vendas e de gerentes regionais que se comuniquem, refazer as rotas e promover a integração de colaboradores CLT com representantes comerciais nas regiões.
E mesmo com o agravamento da crise sanitária, alta dos preços das matérias-primas, a Mili demonstrou ter uma grande capacidade de resiliência e de adaptação, com uma leitura rápida de mercado. Em 2020, a empresa apresentou receita de R$ 1 bilhão e lucro líquido de R$ 120 milhões.
Fortalecimento da linha premium
A reestruturação comercial não foi a única inovação realizada pela Mili nos últimos dois anos. De olho nas novas exigências do mercado, a companhia de papel tissue vem fortalecendo sua linha premium de papel higiênico e toalha de papel de grande absorção.
No caso específico de papéis higiênicos, os consumidores estão mais exigentes quanto à alvura e maciez. Segundo o executivo da Mili, se antes um terço das vendas eram de folha dupla e dois terços eram de folhas simples, hoje ocorre o contrário.
Vale a pena destacar os resultados companhia. Em 2020 as vendas da Mili, no geral, cresceram 16,8% em comparação com 2019. Destaque para a categoria de absorventes, com aumento de 20%, e de guardanapos folha dupla, com crescimento de 15,5%. Para 2021, a expectativa é de um crescimento ainda maior, podendo chegar a 30% na venda de fraldas e 18% na categoria de papel higiênico e guardanapos.








