CDBs são os investimentos mais procurados no 2º ano de pandemia

CDBs são os investimentos mais procurados no 2º ano de pandemia

Os CDBs foram os tipos de investimentos mais procurados pelos brasileiros neste segundo ano de pandemia. É o que aponta um levantamento inédito realizado pelo Yubb  (https://yubb.com.br/), maior buscador de investimentos do país. O estudo comparou o comportamento do investidor no ano anterior ao isolamento social (de março de 2019 a março de 2020), no primeiro ano de pandemia (de março de 2020 a março de 2021) e no decorrer de 2021.

Na análise sobre os tipos de investimentos mais buscados, enquanto o primeiro ano de pandemia impulsionou o investidor para ativos da Bolsa de Valores, como ações, ETFs, BDRs e FIIs, em 2021, o olhar do investidor se aproximou do cenário pré-pandemia, priorizando uma maior atuação em renda fixa.

Confira o ranking:

PosiçãoTipo de investimento mais buscado durante 2º ano de pandemia

(mar. 2021 a dez. 2021)

Tipo de investimento mais buscado durante 1º ano de pandemia

(mar. 2020 a mar. 2021)

Tipo de investimento mais buscado antes da pandemia

(mar. 2019 a mar. 2020)

CDBsAções livresCDBs
Tesouro DiretoCDBsTesouro Direto
Fundos de açõesFundos de açõesFundos multimercado
LCI/LCATesouro DiretoFundos de ações
Ações livresFundos multimercadoLCI/LCA
Fundos multimercadoFundos de índice (ETFs)LC/RDB
CriptoativosFundos imobiliários (FIIs)Robôs de investimento
LC/RCBLCI/LCAFundos imobiliários (FIIs)
Fundos imobiliários (FIIs)BDRsDebêntures e fundos de debêntures
10ºFundos de índice (ETFs)CriptoativosFundos de índice (ETFs)

Para Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb, enquanto o ano de 2020 foi marcado por quedas bruscas da Selic, o que reduziu o interesse do investidor por títulos de renda fixa, 2021 apresentou a Selic em alta para conter a inflação e a alta dos preços, e isso inverteu o cenário.

“Não é possível dizer se essas altas contínuas da Selic serão o suficiente para conter a inflação, porque ainda existe uma pressão inflacionária global, e algumas projeções já apontam que a Selic deve passar dos dois dígitos em 2022. Mas, para o investidor, vale a máxima de diversificar a carteira: aumentando a posição em renda fixa para aproveitar a alta dos juros, mas sem deixar a renda variável de lado, já que ela é a responsável por multiplicar o patrimônio investido”, explica.

Outro destaque do ranking é a presença dos criptoativos, que sequer apareciam entre os investimentos mais buscados no período pré-pandemia e, em quase dois anos, subiram do 10º para o 7º lugar.

“Os criptoativos, com destaque ao Bitcoin, superaram em 2020 a marca de 400% de rentabilidade, na paridade entre Bitcoin e real (R$). Em 2021, a moeda digital teve seus períodos de queda, mas segue promissora. O fato é que as criptomoedas estão cada vez mais populares, aproveitando o novo perfil do investidor, mais digital. Esse novo perfil está aberto às tecnologias financeiras e às revoluções que o setor vem trazendo”.

Ticket médio de investimentos tem recuperação em 2021

E se o ticket médio buscado pelos investidores caiu 95% no primeiro ano de pandemia, a recuperação começou em 2021. “O investidor ainda não está repetindo os mesmos comportamentos que realizava antes da pandemia, mas a vacinação em massa contra a covid-19 trouxe uma confiança para ele se arriscar mais, já que a imunização está diretamente atrelada ao fim do lockdown e a retomada financeira. Entretanto, com a pandemia ainda presente e as reflexões sobre o novo normal, a instabilidade econômica segue e, provavelmente, veremos o investir ainda cauteloso nos primeiros meses de 2022”, pontua Pascowitch.

Confira o indicador completo:

PosiçãoValor mais buscado no 2º ano de pandemia

(mar. 2021 a dez. 2021)

Valor mais buscado no 1º ano de pandemia

(mar. 2020 a mar. 2021)

Valor mais buscado antes da pandemia 

(mar. 2019 a mar. 2020)

R$ 5.000 a R$ 10.000Até R$ 1.000R$ 10.000 a R$ 20.000
R$ 10.000 a R$ 20.000R$1.000 a R$ 5.000R$ 5.000 a R$ 10.000
R$ 1.000 a R$ 5.000R$ 5.000 a R$ 10.000R$ 1.000 a R$ 5.000
R$ 20.000 a R$ 30.000R$ 10.000 a R$ 20.000Até R$ 1.000
Até R$ 1.000R$ 20.000 a R$ 30.00R$ 20.000 a R$ 30.000

Públicos mais velhos retomam confiança aos investimentos

O terceiro ponto analisado pelo estudo foi o público investidor. No início da pandemia, pessoas mais jovens começaram a se interessar pelo mercado de investimentos, substituindo perfis mais velhos. Em 2021, os públicos mais velhos retomaram a preferência por investimentos, aproximando o cenário do período pré-pandemia. Confira:

PosiçãoFaixas etárias que mais buscaram investimentos durante 2º ano de pandemia

(mar. 2021 a dez. 2021)

Faixas etárias que mais buscaram investimentos durante 1º ano de pandemia

(mar. 2020 a mar. 2021)

Faixas etárias que mais buscaram investimentos antes da pandemia

(mar. 2019 a mar. 2020)

31 a 35 anos26 a 30 anos31 a 35 anos
36 a 40 anos16 a 20 anos36 a 40 anos
41 a 45 anos21 a 25 anos26 a 30 anos
26 a 30 anos31 a 35 anos41 a 42 anos
21 a 25 anos36 a 40 anos21 a 25 anos

Por fim, na análise dos prazos mais buscados, o investidor brasileiro vem considerando prazos maiores no comparativo com o seu comportamento em 2020. Entretanto, com a instabilidade econômica ainda presente, investimentos a longo prazo seguem sendo evitados.

PosiçãoPrazos mais buscados durante 2º ano de pandemia

(mar. 2021 a dez. 2021)

Prazos mais buscados durante 1º ano de pandemia

(mar. 2020 a mar. 2021)

Prazos mais buscados antes da pandemia 

(mar. 2019 a mar. 2020)

12 a 24 meses6 a 12 meses24 a 36 meses
6 a 12 mesesAté 6 meses36 a 48 meses
24 a 36 meses12 a 24 meses12 a 24 meses
Até 6 meses24 a 36 meses6 a 12 meses
36 a 48 meses36 a 48 mesesAté 6 meses

Segundo Bernardo Pascowitch, a análise dos prazos mais buscados é um ótimo indicador para mostrar como está a confiança do investidor na economia brasileira. “O período anterior à pandemia foi de menor volatilidade nos investimentos e de expansão econômica. Então, os investidores claramente privilegiaram investimentos mais longos, seja em termos de vencimentos de títulos de renda fixa ou em termos de planejamento temporal, para permanecer com um ativo de renda variável. Com a covid-19, esses investimentos são os menos buscados nos dois anos consecutivos, o que mostra insegurança sobre o futuro do país e, consequentemente, um planejamento para resgate do dinheiro em menos tempo”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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