Com queda do Ibovespa em 2021, veja quais cuidados ter na hora de comprar ações

Com queda do Ibovespa em 2021, veja quais cuidados ter na hora de comprar ações

O Ibovespa fechou o ano de 2021 com queda de quase 12%, o pior desempenho desde a retração de 13,31%, em 2015. Uma série de fatores contribuíram para que a Bolsa brasileira atingisse a pior performance do mundo em 2021, com reflexos negativos neste início de ano.

Com a inflação ficando acima do teto da meta do governo e a forte elevação da taxa Selic, os investidores estão sendo desestimulados a comprar ações. Isso enfraquece a renda variável e fortalece a renda fixa. Além disso, há uma forte preocupação com a situação das contas públicas, principalmente com o estouro do teto de gastos através da PEC dos Precatórios, e o consequente risco fiscal. O cenário incerto devido à pandemia também influencia diretamente no desempenho do Ibovespa. E, por fim, 2022 é um ano eleitoral, o que certamente trará mais volatilidade para o mercado dependendo das propostas dos candidatos.

Mas, afinal, a queda no valor das ações da Bolsa pode ser uma oportunidade para quem deseja investir?

Para Beto Assad, analista de ações e consultor financeiro do Kinvo, aplicativo que consolida investimentos de bancos e corretoras em um só lugar, os investidores mais experientes podem se beneficiar com a queda das ações, mas é preciso determinar uma estratégia e ter cautela. Por isso, o especialista traz cinco dicas para quem deseja comprar ações em momentos de baixa.

Confira:

1. Tenha paciência e cautela

Esse é um momento muito conturbado para quem deseja comprar ações. É preciso escolher bem as empresas nas quais você pretende investir. Além disso, é preciso “ter estômago” para aguentar a volatilidade e a queda. Por isso, ter paciência e cautela são fundamentais neste momento.

2. Tenha uma estratégia de investimento

Fuja da tentação de comprar ações em queda sem levar em conta a sua estratégia e os fundamentos do papel. Não compre ações só porque caíram demais. Se a empresa está numa situação desfavorável, acredite, uma queda forte pode ser apenas o início de quedas ainda mais intensas.

3. Entenda o seu perfil de risco

Seja sincero com seu apetite de risco. Lembre-se que estamos em ano de eleição e a volatilidade costuma ser alta. Não é todo investidor, principalmente o iniciante, que consegue aguentar muito o sobe e desce das ações.

4. Caso já tenha ações, avalie o momento para vender

Comprar e segurar é diferente de comprar e esquecer. Fuja da desculpa de que suas ações são para longo prazo, principalmente se foram compradas num momento ruim. Reflita se você teria segurado suas ações se elas estivessem dando lucro. Não adianta ser um “buy and holder” apenas quando suas ações estão caindo. E que fique claro: se as razões pela qual você comprou a empresa não existem mais e ela deixou de ser atrativa, avalie realmente se é viável continuar sendo acionista da empresa.

5. Invista em empresas exportadoras e em bancos

Empresas exportadoras com receitas atreladas ao dólar podem ser interessantes como o setor de mineração, frigoríficos e papel e celulose, assim como o setor que mais se favorece com a alta da taxa de juros, que são os bancos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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