Cenário de pressão inflacionária e juros altos favorece investimento em Fundos Agroindustriais

Cenário de pressão inflacionária e juros altos favorece investimento em Fundos Agroindustriais

O aumento da pressão inflacionária com consequente alta da taxa básica de juros tende a favorecer a procura de investimentos em Fiagro (Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais). A avaliação é do sócio-fundador da MAV Capital, André Ito, para quem o cenário atual levará à busca por produtos de renda fixa como forma de proteção do dinheiro.

“Em um cenário de alta de juros e da volatilidade do mercado, além de tudo que temos visto em termos de instabilidade política, é natural que o mercado se volte para a renda fixa. É uma continuação do que vimos no segundo semestre de 2021. E, dentro dessas expectativas, os Fiagros devem crescer bastante nos próximos meses, por serem ativos que oferecem bons retornos e são isentos de imposto de renda”, explica Ito.

Produto novo

O Fiagro é um produto novo que começou a ser testado em agosto do ano passado, quando foi regulamentado. Segundo Ito, até o final de 2021 já havia 28 fundos deste tipo protocolados para análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sendo que alguns já estavam abertos e contavam com mais de 10 mil cotistas.

Para o especialista, um dos impactos dos Fiagros no mercado será o estímulo às emissões de CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio). “O CRA é o papel mais óbvio a ser comprado por este tipo de fundo, pois cabe em qualquer tipo de Fiagro, exceto o de terra e o de participações e, naturalmente, isso estimula as emissões de CRA e também incentiva novos emissores a acessarem o mercado. Isso porque a maioria dos Fiagros procura papéis que pagam um pouco mais que o prêmio de risco e querem companhias que normalmente eles não acessavam”, explica.

Ito considera o Fiagro uma boa opção para o cenário atual, mas ressalta a importância de o investidor entender qual é o perfil do investimento. Ele alerta que é um produto que visa o longo prazo e não é adequado para venda no mercado secundário. “O investimento em Fiagro deve ser feito como sendo papel de renda e não de retorno a curto prazo”, ressalta.

Diversos formatos

O Fiagro pode ter diversos formatos, desde um fundo listado como é o caso de alguns que estão no mercado, mas também pode ser focado em giro, em terra ou em um fundo de participações. E, na hora de investir, a maior preocupação não deve ser com relação aos papéis e sim em relação ao gestor. “O papel do gestor é fundamental para os investimentos das pessoas físicas. Ele tem de ter capacidade de pulverizar o investimento, de fazer uma cobertura de garantia, e em algum evento de inadimplência que ocorra nesse segmento, fazer uma cobrança ativa e uma boa recuperação do valor investido. Isso para que o investidor possa extrair o melhor desse segmento”, afirma o gestor da MAV Capital, que acrescenta: “o risco do investimento está relacionado ao crédito dos emissores das dívidas que são compradas pelo fundo e pode ser minimizado através de uma política austera de pulverização”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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