Guerra, inflação e eleições reforçam necessidade de diversificação dos investimentos

Guerra, inflação e eleições reforçam necessidade de diversificação dos investimentos

A incerteza geopolítica gerada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia e o surgimento de uma nova variante do coronavírus, ameaçam paralisar novamente as cadeias globais de suprimentos. No Brasil, o cenário é de uma alta da taxa básica de juros para conter a inflação e incertezas com relação às eleições majoritárias, o que vem preocupando investidores e investidoras.

De acordo com especialistas da casa de análises Spiti, o momento pede cautela. A dica é montar uma carteira diversificada para defender os investimentos. A poucos dias do início da 5ª semana intensiva de aulas gratuitas sobre investimentos, promovida pela Spiti, que acontece entre os dias 21 e 28 de março, os analistas trazem cinco dicas para defender, neste momento, cada um dos seus ativos.

1 – Equilibrar a classe de ativos
“Saber os melhores ativos dentro de cada classe de investimentos não é tudo; existe uma arte que vai fazer toda a diferença no risco e no retorno da carteira do investidor, que é saber como equilibrar essas classes de ativos, definindo um percentual para cada uma delas”, diz Luciana Seabra, CEO da Spiti.

2 – Vale a pena comprar ações
“O preço das ações de empresas brasileiras não reflete a melhora em seus resultados nos últimos anos. Existem excelentes empresas, com saúde financeira melhor do que há dois ou três anos sendo negociadas a preços mais atrativos”, afirma Aline Tavares, analista de bolsa de valores.

3 – Renda recorrente com fundos imobiliários
“Existem excelentes fundos imobiliários sendo negociados a preços atrativos hoje, com potencial interessante de ganho de capital e, claro, com a capacidade de gerar renda recorrente ao cotista no médio e longo prazo”, diz Ricardo Figueiredo, especialista em fundos imobiliários.

4 – Renda fixa com gordos retornos
“Neste momento, ativos de renda fixa negociam a taxas realmente atrativas, taxas que há poucos anos fizeram com que títulos públicos apresentassem retorno superior a 30% e, até, 50% em um único ano”, afirma Guilherme Cadanhotto, estrategista e especialista em renda fixa.

5 – A importância da diversificação global
“Quem pensa em investimento global, geralmente pensa somente em investir nos EUA e em ações de tecnologia. Mas os investimentos globais vão muito além disso. Hoje, brasileiros conseguem acessar mercados europeus e, até, emergentes, explorando diferentes classes de ativos que têm o potencial de aumentar o rendimento e reduzir o risco de concentração em uma única geografia e moeda em sua carteira”, diz Felipe Arrais, especialista em investimentos globais.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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