Indústrias passam a usar o marketplace e aprovam

Indústrias passam a usar o marketplace e aprovam

Organizações ganham tempo, economizam e garantem a padronização da rede de fornecedores

Engana-se quem pensa que o marketplace é relevante apenas para o setor varejista. Da mesma maneira que a transformação digital modificou o comportamento de consumo das pessoas, o canal virtual vem modificando o fornecimento entre empresas. A facilidade de gestão de compras chamou atenção das indústrias, que passaram a apostar na solução para facilitar aquisição de seus insumos.

Mas o que é o marketplace, quais os seus tipos e qual é o melhor? Embora muitas vezes confundido com o e-commerce, pois as duas soluções visam a compra via internet, o marketplace é uma plataforma mediada por uma empresa em que vários outros lojistas podem vender seus produtos, diferente do seu primo próximo que é uma loja virtual em que uma marca vende seus próprios produtos.

Sandro Stanczyk (foto), Business Unit Director, da NTT DATA Business Solutions, explica que é preciso respeitar alguns requisitos na hora de criar um marketplace. “Para que a plataforma seja eficaz, é preciso ser extremamente confiável e ter capacidade de receber múltiplos catálogos, exaltar os produtos, gerenciar promoções e campanhas, ter integração de gateways de transporte, bem como gerenciar tickets de serviços, de forma a proporcionar a melhor experiência aos parceiros” conta.

Visto como uma vantagem competitiva por concentrar vários fornecedores em um único lugar, o canal é uma grande vitrine onde o comprador encontra todos os produtos em uma única plataforma, com segurança e rapidez de processo. Outro ponto importante é que ele elimina intermediários, o que diminui os custos e possibilita negociações mais competitivas.

Um setor que já entendeu as vantagens do canal online é o automotivo. Montadoras de veículos reuniram, em uma única plataforma, todos os distribuidores de peças, o que possibilita tornar o estoque do terceiro, o “próprio estoque”, fazendo com que o ciclo de produção seja just in time e mais controlado, o que facilita inclusive, o planejamento de compras eventuais ou sazonais.

Além das indústrias, as redes de franquias também enxergam o marketplace como um facilitador da gestão estratégica de recursos. Em redes de fast-food, por exemplo, o franqueador reúne na plataforma os fornecedores, de hambúrgueres a guardanapos, e o franqueado realiza suas compras de acordo com as necessidades de sua unidade.

A vantagem é mútua, pois garante ao franqueador que sua rede utilize os mesmos insumos, o que facilita a padronização de seus produtos, e ao franqueado possibilita o mesmo nível de serviço da rede.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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