Paranaenses se destacam no Prêmio Nacional de Inovação

Paranaenses se destacam no Prêmio Nacional de Inovação

Iniciativa da CNI e do Sebrae reconhece empresas e ecossistemas de inovação no Brasil

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Sebrae revelaram nesta terça-feira (08), os vencedores da 7ª edição do Prêmio Nacional de Inovação. Das 44 instituições finalistas, 15 empresas e três ecossistemas de inovação tiveram seus esforços em inovação reconhecidos. O Paraná teve 9 finalistas e venceu em 5 modalidades, com destaque para pequenos negócios, ecossistemas de inovação, médias e grandes empresas, onde representantes do estado obtiveram a primeira colocação. Além das paranaenses vencedoras, a Hilab, de Curitiba, recebeu um reconhecimento especial por suas práticas inovadoras em Saúde e Segurança no Trabalho (SST).

O resultado, segundo o diretor de Operações do Sebrae Paraná, Julio Cezar Agostini, reflete um movimento em rede no estado, que já reconheceu a inovação como um importante instrumento para o desenvolvimento econômico e a sustentável.

“Temos trabalhado com habitats, parques tecnológicos, incubadoras, governo estadual, prefeituras, sistema S e empresas para estimular o surgimento de projetos e negócios que tenham a inovação como diferencial competitivo. O resultado é esse destaque na premiação, que reflete um reconhecimento nacional sobre as iniciativas que têm transformado o Paraná todo em um solo fértil para ações inovadoras”, comenta Agostini. Em 2021, no Paraná, 103.203 MPE foram atendidas pelo Sebrae com soluções específicas de inovação.

Paranaenses no pódio

A Oficina do Sorvete, de Foz do Iguaçu, ficou no topo do pódio na modalidade pequenos negócios, categoria “inovação em sustentabilidade”. A empresa criou, a partir de uma demanda apresentada pelo Parque das Aves, a linha Sabores do Iguaçu de sorvetes com frutas nativas, algumas já em processo de extinção, do Parque Nacional do Iguaçu. No processo, além de apresentar aos consumidores sabores diferenciados e que são provenientes da flora local, a linha gera demanda para produtores rurais de agroflorestas e estimula o cultivo de frutas nativas, revertendo o processo de extinção.

“Quando fiquei sabendo do PNI, estava passando por um momento delicado da pandemia e precisava ter foco total para buscar soluções. O Sebrae insistiu para que eu participasse do Prêmio, principalmente, porque a linha Sabores do Iguaçu precisava ser conhecida. Mas, vir até aqui e estar pareada com empresas incríveis me deu muito mais que visibilidade: trouxe a certeza de que estamos no caminho certo”, comenta a proprietária da empresa, Maria Cristina Ventura Muggiati (foto).

Segundo ela, a ocasião do Prêmio fez com que toda a equipe se sentisse em uma final de Copa do Mundo e a torcida para que a Oficina recebesse o primeiro lugar era grande.

“Preciso agradecer a todos que participaram: nossa equipe, que abraçou o projeto; ao Parque das Aves, que nos trouxe a demanda e ajudou a viabilizar; aos produtores rurais, que se motivaram com a linha; e ao Sebrae, que nos motivou, apoiou e mostrou que era possível. Esse prêmio é um somatório de muitas parcerias”, conclui a empreendedora.

Na categoria de ecossistemas, dois paranaenses se destacaram. O Sistema Regional de Inovação (SRI) do Norte Pioneiro do Paraná foi vencedor do prêmio na categoria ecossistemas em estágio inicial. Criada em 2016, a governança atua para fomentar a cultura da inovação e estruturar projetos que visam promover o desenvolvimento econômico da região.

A presidente do SRI do Norte Pioneiro, Angélica Cristina Cordeiro Moreira, que participou da cerimônia de entrega da premiação em São Paulo, diz que o reconhecimento representa a coroação do trabalho realizado há cinco anos, que começou com lideranças de cinco municípios – Andirá, Bandeirantes, Cambará, Jacarezinho e Santo Antônio da Platina – e hoje já conta com a adesão de outros seis – Ribeirão Claro, Joaquim Távora, Siqueira Campos, Wenceslau Braz, Ibaiti e Carlópolis – somando 11 cidades.

“Acreditamos que a inovação é a ferramenta para impulsionar a competitividade dos negócios locais”, afirma. Angélica lembra que, antes da formação da governança, a inovação não era uma pauta do norte pioneiro. A maior parte das prefeituras atuava focada em educação, saúde e estrutura urbana, mas não havia um projeto estruturante para planejar o desenvolvimento econômico e sustentável da região. O trabalho executado pelo SRI é baseado nos pilares empreendedorismo, tecnologia e inovação.

O SRI Iguassu Valley – Sistema Regional de Inovação do Oeste do Paraná, conquistou o primeiro lugar na categoria ecossistemas consolidados. O Sistema, que tem seu surgimento dentro da Câmara Técnica de Inovação do Programa Oeste em Desenvolvimento, em 2016, e do movimento Iguassu Valley, em 2017, foi destaque pela organização sistêmica que possui na região.

“Não é um trabalho de Cascavel, Toledo ou Foz do Iguaçu: o SRI conseguiu reunir toda a região em prol da inovação e criou uma governança muito atuante onde todos os atores conversam regularmente. Não tem como fazer inovação no Oeste e passar despercebido e isso foi reconhecido”, indica o coordenador do SRI Iguassu Valley, Jadson Siqueira. “É um trabalho operativo, feito em toda a região, liderado por empreendedores de pequenas, médias e grandes empresas para gerar inovação”, completa.

Prêmio Nacional de Inovação

O PNI é uma iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). É a única premiação do país que entrega um relatório personalizado e gratuito a todas as instituições inscritas, com feedbacks, identificação de pontos fortes e oportunidades de melhorias, além do comparativo entre as candidatas da mesma modalidade.

Vencedores

Ecossistemas de Inovação
Em estágio inicial: Sistema Regional de Inovação do Norte Pioneiro do Paraná (PR)
Em desenvolvimento: Pro_Move Lajeado (RS)
Em estágio consolidado: SRI Iguassu Valley – Sistema Regional de Inovação do Oeste do Paraná (PR)

Micro e Pequenas Empresas
Inovação em produto: Aquarela (SC)
Inovação em sustentabilidade: Oficina do Sorvete (Foz do Iguaçu – PR)
Gestão da inovação: Getin (BA)
Inovação em processo: Safety World (RJ)

Médias Empresas
Inovação em processo: Akaer Engenharia (SP)
Gestão da inovação: Tecnospeed (Maringá – PR)
Inovação em produto: Nugali Chocolates (SC)
Inovação em sustentabilidade: Nanovetores (SC)

Grandes Empresas
Inovação em produto: Embraer (SP)
Inovação em processo: Basf (SP)
Inovação em sustentabilidade: Grupo Boticário (PR)
Gestão da Inovação: WEG (SC)

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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