Dólar sobe para R$ 4,66 em dia de tensão externa

Dólar sobe para R$ 4,66 em dia de tensão externa

Bolsa cai pela terceira vez seguida, pressionada por mineradoras

Pressionado pelo mercado externo, o dólar fechou nesta terça-feira (19) com pequena alta. A bolsa de valores caiu pela terceira vez seguida, pressionada por ações de mineradoras afetadas com o lockdown na China.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira vendido a R$ 4,668, com alta de R$ 0,02 (+0,43%). Depois de alternar altas e baixas ao longo da manhã, a cotação firmou a tendência de alta ao longo da tarde. Na máxima do dia, por volta das 12h, chegou a R$ 4,68.

Com o desempenho, a moeda norte-americana acumula queda de 1,95%. Em 2022, a divisa recua 16,28%.

Dia tenso na Bolsa

O mercado de ações teve um dia mais tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 115.057 pontos, com queda de 0,55%. O indicador recuou mesmo com a alta nas bolsas norte-americanas, pressionado pelos papéis da mineradora Vale, um dos mais negociados.

As perspectivas de desaceleração da economia chinesa após o lockdown na região metropolitana de Xangai comprometeu as ações de empresas mineradoras em todo o planeta. Isso porque o país asiático é um grande comprador de minérios.

Em relação ao dólar, pesaram as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial de que a economia global crescerá menos que o previsto em 2022 por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia. Isso elevou a demanda por dólares em todo o planeta.

Outro fator que contribuiu para azedar o mercado de câmbio foi a declaração de um dirigente regional do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) de que a inflação nos Estados Unidos está alta demais, e a defesa de um aumento dos juros básicos norte-americanos para 3,5% ao ano até o fim de 2022.

A declaração elevou o rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, considerado o investimento mais seguro do mundo. Taxas mais altas em países desenvolvidos estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.

Agência Brasil com informações da Reuters

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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