Mercado de brechós cresce e se torna sinônimo de sustentabilidade

Mercado de brechós cresce e se torna sinônimo de sustentabilidade

Comércio reverso ganha espaço e abre portas para novos negócios

Um mercado que vem crescendo mais de dois dígitos por ano e ainda tem muito espaço para se desenvolver é o de brechós.  Segundo levantamento do Sebrae, com base em dados da Receita Federal, a abertura de estabelecimentos que comercializam produtos de segunda mão cresceu nada menos do que 48%, entre 2020 e 2021. Desta forma, o conceito de recommerce, ou comércio reverso, ganha espaço e abre portas para novos negócios.

Aliás, este setor mudou bastante. Se um dia era visto como lojas com cheiro de naftalina e entulhado de mercadorias ultrapassadas, hoje, os brechós fazem parte da economia circular, que representam sustentabilidade, preservação do meio ambiente e produtos de qualidade com preços bem atraentes.

O novo conceito dos brechós também tem atraído grandes redes do setor de moda a investirem neste segmento. Esta tendência começou na Europa e Estados Unidos e chegou até o Brasil. Hoje redes como Renner, Riachuelo, Arezzo entre tantas outras entraram no mercado da economia circular através de parcerias ou mesmo pela compra de startups. O crescimento do setor também tem incentivado empresas a abrirem seu capital. A Enjoei, por exemplo, que começou como um blog de negócios para aproximar os consumidores de produtos usados abriu o capital em outubro de 2020, ou seja, em plena pandemia, e conseguiu captar R$ 500 milhões.

Troc aposta em lojas de shopping

E quem diria, os brechós também estão chegando aos shoppings centers. A Troc, que é uma startup de compras e vendas de peças usadas em ótimo estado, inaugurou na semana passada seu segundo espaço físico, dessa vez, em Curitiba, no Shopping Pátio Batel. A marca que, recentemente, abriu uma loja fixa em São Paulo, na Oscar Freire, localizada dentro de uma das lojas do Grupo Arezzo, decidiu investir no varejo físico, trazendo uma experiência omnichannel para seus consumidores, que agora têm a opção de compra e venda das peças por meio do site, WhatsApp da marca ou nas lojas físicas.

Luanna Toniolo Domakoski - CEO - TROC | LinkedIn
Luanna Toniolo.

Eu conversei com a CEO da Troc, a Luanna Toniolo, e ela me informou que a startup abriu duas flash pop-ups no último ano em Curitiba, com a intenção de trazer a experiência física da Troc e entender a aceitação deste formato pelo público. Os resultados motivaram o investimento em um espaço fixo, isso porque, no período das lojas temporárias, a companhia registrou um aumento de 160% de novas compradoras no online e, ainda, um crescimento de 50% no fluxo de usuários no site no período em que estavam com as pop-ups operando na praça de Curitiba.

Luanna Toniolo me contou que Curitiba e São Paulo são as duas praças com melhor aderência para compra e venda de peças para a marca. De acordo com levantamento interno da Troc, Curitiba representa 20% dos compradores da Troc e 32% das vendedoras. A loja física do Shopping Pátio Batel tem 105 metros quadrados e mais de mil peças de marcas selecionadas e disponíveis para venda.

Consumo sustentável

A CEO da Troc me disse que uma das razões para ter escolhido abrir o segundo ponto fixo em um shopping é para desmistificar a visão que muitos ainda possuem em relação à moda circular.

De acordo com a executiva, ao adquirir uma peça de roupa usada, o consumidor está contribuindo para a diminuição de gases e consumo de água. Só para se ter um a ideia, as vendas realizadas pela Troc possibilitaram uma economia de 800 milhões de litros de água. Agora, na avaliação de Luanna, o grande desafio é implantar entre os consumidores, a cultura do desapego.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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