IRPF: Como não errar na declaração de renda variável?

IRPF: Como não errar na declaração de renda variável?
IMPOSTO DE RENDA 201,Declaração IRPF 2019

Especialista elenca três dicas que auxiliam o declarante a não cair na malha fina

O prazo para declarar o Imposto de Renda (IR) foi prorrogado até 31 de maio de 2022, e não é incomum que muitas pessoas acabem deixando o acerto com o Leão para a última hora.

William Strapazzon, CEO da Sencon, plataforma de suporte para declaração das operações em renda variável no Imposto de Renda que integra o ecossistema do TC, comenta que esse é um tema complexo até mesmo para investidores mais experientes, “por isso, é  imprescindível apoio especializado a fim de evitar erros e até mesmo que o contribuinte caia na malha fina da Receita Federal”, explica.

Para auxiliar o declarante, o especialista separou as três principais dicas que tornarão esse momento menos complexo, além de uma dica extra para quem investe em criptomoedas:

  • Reúna as informações e organize os documentos

Para Strapazzon, a complexidade da declaração está diretamente relacionada aos diferentes tipos de investimentos que o contribuinte possui. Estar organizado é essencial nessa etapa. “Antes de abrir o computador e iniciar o preenchimento da declaração, é fundamental ter em mãos todas as informações de que irá precisar, isto é, todos os documentos que comprovem as operações do dia 1º de janeiro a 31 de dezembro do ano correspondente (neste caso, 2021)”, explica.

Os documentos e informações são:

  • Valores e movimentações de cada mês;
  • Diferentes ativos, organizando as informações por tipo de vendas (comuns ou day trade);
  • DARFs (Documentos de Arrecadação de Receitas Federais) de cada mês;
  • Notas de corretagem;
  • Extratos de IR, chamados também de “dedo-duro”;
  • Informe de rendimento da corretora utilizada referente aos proventos declarados e recebidos.
  • Confira os lucros e prejuízos de cada operação

Depois de levantada e reunida toda a documentação, é o momento de calcular os lucros obtidos nas negociações em renda variável:

  • Preço médio de compra: quantidade de ações x preço pago + custos de corretagem e taxas cobradas pela bolsa.
  • Preço médio de venda: quantidade de ações x preço vendido – custos de corretagem e taxas cobradas pela bolsa.

Feito isso, calcule a média mensal para encontrar o lucro ou prejuízo de todos os ativos. Separe as operações entre “comuns” e “day trade”, pois elas são declaradas separadamente.

  • Guarde com cuidado todos os documentos

Strapazzon aconselha que os documentos anteriormente citados, tais como notas de corretagem, DARFs e até mesmo os comprovantes de pagamento, sejam guardados por um período mínimo de cinco anos. “Em algum momento, poderá ser necessário o levantamento de alguma dessas informações ou dados para comprovar seus rendimentos, analisar possíveis divergências ou evitar multas”, esclarece.

No mais, o especialista alerta que todos os ganhos e prejuízos devem ser declarados, mas que não há a necessidade de pagar o imposto sobre todos os ativos. Ou seja, devem ser declarados os seguintes investimentos em renda variável:

  • Ações;
  • Day trades;
  • ETFs (Exchange Traded Funds);
  • Fundos imobiliários.

Dica extra: Bitcoin e criptomoedas

Se tiver na carteira de investimentos Bitcoins ou outras criptomoedas, os ativos digitais devem ser informados na declaração segundo uma exigência recente da Receita Federal, que, por meio da Instrução Normativa n°1.888/2019, passou a requerer a declaração mensal. Os ganhos de capital obtidos com a negociação de criptoativos são tributados sempre que as vendas totais superam R$35 mil por mês. Sobre esse lucro, incidem as regras gerais de ganhos de capital.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *