Magalu recupera margens e marketplace cresce 50% no 1º trimestre

Magalu recupera margens e marketplace cresce 50% no 1º trimestre

Fintech Magalu foi um dos destaques do período, com crescimento de 89% e R$ 21 bilhões em volume de transações

O Magalu (B3:MGLU3), empresa que está digitalizando o varejo brasileiro, acaba de informar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2022. O principal destaque do período foi a recuperação das margens, resultado de uma série de medidas adotadas pela liderança nos últimos meses a fim de adaptar a operação ao atual cenário econômico.

A margem bruta do Magalu atingiu 27,8% – aumento de  2,7 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2021. A margem EBITDA ajustada ficou em 5% no período, com sinais de evolução. Em março, chegou a 6,1%. “A evolução da margem é fruto da busca do equilíbrio entre crescimento e rentabilidade, sobretudo no setor de bens duráveis, no qual somos líderes”, diz Frederico Trajano, CEO do Magalu. “A empresa volta a um patamar de margens que só uma operação multicanal como a nossa consegue garantir.”

No primeiro trimestre do ano, as vendas totais da companhia – lojas e e-commerce – ultrapassaram 14 bilhões de reais, o que representa um crescimento de 84% da operação nos dois últimos anos. O e-commerce total – vendas de produtos de estoque próprio (1P) e dos sellers do marketplace (3P) – avançou 16% na comparação anual. As vendas online atingiram 10,2 bilhões de reais, o que representou 72% das vendas totais do Magalu no período (em dois anos, o crescimento do e-commerce da companhia foi de 149%).

Caravana Magalu

O marketplace continua a acelerar. As vendas dos 180 000 sellers presentes na plataforma somaram 3,6 bilhões de reais de janeiro a março, um crescimento de 50% em comparação ao ano anterior. Com isso, o marketplace já corresponde a mais de um terço – 36% – de tudo o que é vendido nos canais digitais do Magalu. Nenhuma linha de negócio expande com tanta velocidade. Em dois anos, o 3P da companhia – 100% formal e legal, com sellers com CNPJ e que emitem notas fiscais a cada venda – triplicou de tamanho. Nos últimos 12 meses,  124 000 novos vendedores foram incorporados à plataforma.

O primeiro trimestre do ano também foi de boas notícias para as lojas físicas. As vendas das mais de 1 400 lojas atingiram quase 4 bilhões de reais e foram 6% superiores às registradas no mesmo trimestre do ano passado. Janeiro e fevereiro foram significativamente melhores que os meses finais de 2021, e março teve desempenho ainda melhor em relação aos meses anteriores.

As lojas físicas estão cada vez mais a serviço do marketplace. Atualmente, mais de 14 000 sellers usam o modelo da Agência Magalu para o drop-off dos itens vendidos. Na outra ponta, 13% dos pedidos do marketplace já são retirados pelo cliente, por sua escolha, em uma das mais de 1 200 lojas habilitadas para o Retira Loja.

A aceleração da captação de sellers está diretamente relacionada ao novo papel desempenhado pelas lojas físicas. O marketplace do Magalu levou quatro anos para chegar a pouco mais de 60 000 sellers e apenas 12 meses para atingir 180 000 vendedores.

Neste semana, começa a “Caravana Parceiro Magalu”. Maceió, em Alagoas, será a primeira cidade a receber a liderança e toda uma estrutura montada para digitalizar o varejista local. Ao longo do ano, a caravana vai percorrer  cidades de todo o país, levando todas as ferramentas do marketplace Magalu e os serviços do ecossistema montado pela companhia para o micro, pequeno e médio empreendedor.

Novas Receitas e Fintech

No primeiro trimestre, a KaBuM! passou a fazer parte definitivamente do universo Magalu, com vendas consolidadas e produtos disponíveis para os 37 milhões de clientes da empresa. Nos três primeiros meses do ano, a KaBuM! vendeu quase 1 bilhão de reais e gerou 50 milhões de reais em lucro líquido.

Em março, o Magalu lançou o “Compra Junto”, nova modalidade de compra, incorporada ao SuperApp Magalu. No Compra Junto, os consumidores se unem em grupos, compartilham ofertas com suas redes de contato e, assim, conseguem aproveitar percentuais de descontos exclusivos. O Magalu foi a primeira grande plataforma de varejo a lançar essa modalidade de social commerce no Brasil.

Um dos principais destaques do período foi a Fintech Magalu, marca recém-lançada oficialmente, e que integra todas as operações financeiras realizadas pela companhia e as empresas adquiridas nos dois últimos anos (Bit55, Stoq e Hub Fintech). A nova estrutura de serviços financeiros cresceu 89% no trimestre. Foram 21 bilhões de reais em volume total de transações processadas (TPV), com avanço de 50% no TPV de cartão de crédito, que atingiu 12 bilhões de reais nos primeiros três meses do ano. Atualmente, a Fintech Magalu tem mais de 7 milhões cartões de crédito emitidos e 19 bilhões de reais em carteira de crédito.

O braço financeiro do ecossistema Magalu reúne 16 milhões clientes únicos, somando 9 milhões de contas digitais, o que o coloca entre uma das dez maiores fintechs do país. Juntamente com o anúncio da marca, realizado em maio, a Fintech Magalu lançou dois novos produtos: um cartão de crédito corporativo e o crédito pessoal, para clientes pessoas físicas, que utilizam o SuperApp da empresa. Cerca de 10 milhões de usuários do SuperApp já têm crédito pré-aprovado.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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