B3 começa a negociar primeiro ETF de crédito privado de empresas brasileiras

B3 começa a negociar primeiro ETF de crédito privado de empresas brasileiras

Ocorreu nesta terça-feira (28) o toque de campainha que marcou o lançamento do ETF Debêntures DI na B3. A partir de agora, as cotas do fundo podem ser negociadas pelo ticker DEBB11.

Gerido pela BTG Pactual Asset Management, o fundo, cuja carteira alvo é composta por mais de 80 debêntures indexadas ao CDI, é o primeiro ETF de crédito privado brasileiro disponível no mercado. Ele permite que o investidor acesse, por meio de um único papel, uma carteira diversificada de títulos corporativos de companhias abertas, que já possuem liquidez no mercado.

O lançamento amplia o portfólio de ETFs de Renda Fixa disponíveis na B3, sendo o 8º da lista. Até o momento, 6 ETFs contavam com exposição a Títulos Públicos e 1 ETF a Contratos Futuros de DI; agora a B3 inclui a exposição a Títulos Corporativos, ampliando a diversificação.

“Este lançamento representa uma inovação muito relevante para o mercado brasileiro. Ele chega para diversificar a variedade de produtos de renda fixa e fomentar um mercado tão importante como o de dívida corporativa local. Cada vez mais, o investidor consegue acessar de forma simples uma carteira diversificada de ativos, inclusive de debêntures”, afirma Luis Kondic, diretor executivo de produtos listados e dados da B3.

Para formar o índice, são consideradas debêntures com emissão igual ou superior a R$ 300 milhões, volume mensal de negociação de pelo menos R$ 10 milhões e que tenham pelo menos 40% de presença em dias de negociação. Uma vez adicionados, os ativos permanecem no mínimo um ano na composição do índice, salvo em casos de eventos de crédito. Atualmente, a carteira do índice é composta por 90 ativos de 61 emissores e rebalanceada uma vez por mês, para acompanhar as mudanças de mercado.

Além de permitir a diversificação da exposição do portfólio de forma simplificada, o DEBB11 conta com outra vantagem, que é a tributação diferenciada. Como o prazo do fundo é superior a 720 dias, a alíquota de Imposto de Renda é de apenas 15%, independentemente do prazo de permanência no ativo, a mesma das ações.

Os Exchange Traded Funds (ETFs) são fundos de investimento que têm sua performance atrelada a um índice de referência – que, por sua vez, traz na carteira diferentes ativos, como por exemplo ações de empresas. Ao adquirir um ETF, o investidor consegue capturar em seu portfólio o desempenho de todos os ativos que integram a carteira do fundo. Dessa forma, ele obtém uma exposição diversificada, por meio da compra de um único produto, que é negociado de forma similar às ações.

É importante que cada investidor conheça bem seu perfil e o funcionamento dos produtos de investimento disponíveis no mercado. Isso possibilitará que ele adquira produtos que estejam realmente alinhados com sua estratégia e seus objetivos financeiros. Para saber mais sobre ETFs, acesse este link.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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