Ship From Store: vale a pena para o seu negócio?

Ship From Store: vale a pena para o seu negócio?

Varejistas recorrem à modalidade para reduzir custos e agilizar entregas na cidade

Com o e-commerce se tornando cada vez mais comum no cotidiano dos brasileiros, os varejistas têm adotado estratégias para se adaptar às novas formas de consumo e garantir a rentabilidade das empresas. Um levantamento da NielsenIQ, que ouviu 2 mil pessoas em todo o país, mostrou que mais de 91% dos entrevistados devem realizar compras pela internet neste segundo semestre de 2022 — o que revela o novo hábito da população em consumir de forma online, tendência impulsionada pela pandemia.

Atentos a esse movimento, os lojistas presenciais no Brasil passam a implementar novas modalidades de vendas que visam integrar o físico e o virtual. Uma das mais famosas é o Ship From Store (SFS): estratégia que utiliza o estoque da loja como centro de distribuição. Dessa forma, os produtos da loja são enviados para os clientes que compram em e-commerces, marketplaces e demais canais da empresa, como telefone e WhatsApp, ou então os próprios clientes buscam suas compras no local.

A principal vantagem do Ship From Store para o varejo é o ganho na agilidade das entregas, ao passo que reduz os custos da operação. Como os centros de distribuição geralmente estão localizados longe das cidades, os produtos comprados pelo consumidor de forma online demoram mais tempo para chegar e demandam maior custo de frete do setor logístico, já penalizado pela alta dos combustíveis. Com o SFS, no entanto, a entrega pode ocorrer em questão de horas ou o trabalhador pode pegar sua compra a caminho do trabalho, por exemplo.

Mauricio Romiti - Diretor Financeiro e Administrativo da Nassau Empreendimentos_Divulgação (2).jpg
Mauricio Romiti.

Para Maurício Romiti (foto acima), diretor financeiro da administradora Nassau Empreendimentos, ao transformar as lojas em pontos de distribuição, o Ship From Store acaba ampliando a rede logística, trazendo agilidade, reduzindo custos e melhorando o resultado das lojas. Nesse sentido, pequenos lojistas podem aplicar a modalidade ao negócio sem a necessidade de grandes centros de distribuição. “Trazendo para a realidade mais próxima, a grande maioria de compras de mercado feitas em aplicativos saem de lojas locais comuns”, exemplifica.

O diretor chama atenção, no entanto, para as operações necessárias à adoção do modelo, que impõem desafios de ordem logística aos varejistas. “É necessário que o controle de estoque seja efetivo, com vendedores treinados e integração dos estoques do site e do espaço físico. Deve ser feita uma reposição ágil do que é vendido e os itens comprados pela internet têm que estar sempre disponíveis na loja para entrega, assim como para devoluções e trocas”, explica o executivo da empresa que administra vários shopping centers pelo Brasil, como o Center3, na Avenida Paulista.

Guilherme Juliani, CEO do grupo Grupo MOVE3— responsável por empresas como Flash Courier, Moove+, Moove+ Portugal, a gráfica JallCard, a fintech M3Bank, a startup goX Crossborder e a empresa de entregas Rodoê — crê que a estratégia traz muitos pontos benéficos para o negócio, como a menor ociosidade dos funcionários, maior rotatividade do estoque e redução de perdas das vendas. “Um consumidor que deseje comprar online um produto que está indisponível no centro de distribuição poderá adquirir o mesmo produto da loja sem precisar ir até ela, e a empresa não perderá a venda”, pontua. Para ele, a transformação das lojas físicas em hubs de distribuição virtual deve contar com o auxílio de tecnologias aplicadas à logística, como forma de aumentar a qualidade do serviço e a satisfação do cliente.

A Moove+, uma das empresas do grupo, oferece o serviço de Ship From Store utilizando a inteligência artificial para facilitar a entrega. É operado um sistema próprio de gestão de rotas para direcionar os pedidos para entregadores próprios ou autônomos que estiverem mais próximos do local da coleta, em picos de demandas. O cliente, por sua vez, poderá acompanhar o entregador, via SMS, em tempo real, visualizando que o seu pedido está a caminho e o tempo médio para realização da entrega.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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