Bancos digitais ainda estão à frente dos tradicionais, mas a diferença vem caindo

Bancos digitais ainda estão à frente dos tradicionais, mas a diferença vem caindo

Disparidade entre as pontuações de NPS desses segmentos reduziu 10 pontos de 2020 a 2022

A mais recente pesquisa NPS Prism, da Bain & Company, mostra que os esforços das instituições tradicionais para melhorar a experiência de seus clientes começam a dar resultados. Nos últimos dois anos, o gap na comparação com a satisfação de usuários de bancos digitais caiu 10 pontos.

O NPS Prism é um serviço de benchmarking da Bain com foco na experiência do cliente para guiar executivos na criação de melhores experiências em produtos e serviços. No quarto trimestre de 2020, a diferença entre a avaliação de bancos digitais e tradicionais, medida pela ferramenta, chegou a alcançar 40 pontos. Desde então, o NPS dos bancos incumbentes passou de 30 para 45. A redução no gap só não foi maior porque os bancos digitais também melhoraram seu indicador, subindo de 70 para 75.

Entre as razões para a aproximação dos índices de NPS de bancos tradicionais e digitais está a introdução do Pix, implementado no Brasil em outubro de 2020. O meio de pagamento eletrônico criado pelo Banco Central elevou a percepção de melhor experiência de forma geral e influenciou positivamente o NPS. No entanto, isso aconteceu com maior evidência entre os bancos incumbentes, ou seja, nas grandes instituições integrantes de conglomerados financeiros.

Na pesquisa, foram considerados 13 episódios que avaliaram a experiência dos clientes com suas contas correntes ou de poupança. Entre eles, o que mais elevou o NPS foi o episódio de transferir dinheiro, uma ação ligada ao uso do Pix.

Outro dado que chamou a atenção na pesquisa foi a questão de principalidade, ou seja, entre os bancos onde o consumidor possui relacionamento, qual a instituição onde ele concentra suas transações. Nesse tópico, os digitais têm avançado na principalidade, inclusive entre a carteira de clientes dos bancos tradicionais. No entanto, apesar da evolução de alguns players digitais, os incumbentes ainda lideram esse quesito, especialmente nos segmentos de média e alta renda, considerados os mais rentáveis.

A pesquisa NPS Prism também levou em conta a satisfação dos clientes com sua conta corrente ou poupança, tanto do grupo de líderes digitais quanto tradicionais. Aqui, as razões de escolha do banco provedor variam bastante. Enquanto para o grupo dos líderes digitais destacam-se atributos relacionados a preço/proposta de valor, para o grupo dos líderes tradicionais aparecem com maior relevância atributos funcionais.

Isso mostra que a concorrência entre bancos digitais e tradicionais continua acirrada, com a taxa de NPS crescendo em quesitos para além do foco original de cada instituição. Um bom sinal de que, para manter a competitividade, os bancos têm investido para entender e atender às necessidades de seus clientes, considerando os benefícios que a aplicação correta do NPS podem trazer para as empresas.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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