Índice de transparência dos bancos aponta Itaú como líder

Índice de transparência dos bancos aponta Itaú como líder

Santander, Caixa e C6 Bank estão entre os último

Com objetivo de avaliar a transparência de instituições financeiras na oferta de produtos de crédito para seus clientes, o  alt.bank, fintech brasileira focada em promover práticas justas por meio da justiça financeira (conheça o manifesto), realizou um balanço – com dados de domínio público – do quanto os bancos estão engajados nessas questões. A empresa faz parte do Programa de Inovação LIFT do BC.

Em todo o índice, foram considerados os produtos com maior representatividade na composição de dívidas dos brasileiros, como o rotativo do cartão de crédito e empréstimos. As informações para a análise foram capturadas nos sites das instituições financeiras, do BC e do Reclame Aqui.

“Nossos clientes, chamados de planejados, buscam um serviço transparente e que os ajudem a organizar suas vidas financeiras de forma saudável”, ressalta Fábio Silva, country manager do alt.bank. “Para nós, esse levantamento tem objetivo principal de conscientizar sobre a importância da transparência bancária para que os indivíduos sejam bem informados e tomem decisões certas sobre sua saúde financeira”, complementa o executivo.

Para a análise do índice, duas categorias foram consideradas: pré-venda (de que modo os bancos fornecem informações sobre taxas de produtos de crédito aos seus clientes) e pós-venda (como lidam com as reclamações recebidas sobre tópicos relacionados à transparência). Entre as 17 avaliadas estão bancos privados, públicos e neobancos. Os dados foram inicialmente levantados com informações do terceiro trimestre de 2021 e reavaliados com informações do segundo trimestre deste ano para comparação.

Pré-venda (Peso de 60%)

Para essa análise, foram considerados 3 critérios: facilidade para encontrar taxas, clareza na descrição das mesmas e precisão do intervalo de taxas oferecido contra a média de fato praticada. O Itaú ocupa o primeiro lugar na categoria, seguido pelo Banco Pan, que subiu no ranking porque recentemente melhorou a divulgação em seu site sobre produtos de empréstimo pessoal. Em terceiro lugar, disputam Banco do Brasil (que perdeu pontuação este ano ao deixar de exibir no site as taxas de crédito consignado) e Nubank.

Outras instituições viram suas pontuações caírem ou crescerem, dependendo das movimentações realizadas durante o período (por exemplo, aumento ou diminuição das informações em seus sites, entre outros motivos). O Bradesco, em quinto lugar, perdeu duas posições quando suas taxas de cartão de crédito deixaram de ser exibidas no site, enquanto o Inter ganhou duas posições ao melhorar os destaques das informações.

Pós-venda (Peso de 40%)

A categoria – compilação de reclamações relacionados à transparência feitas por clientes das instituições ao Banco Central e a avaliação das mesmas no Reclame Aqui – surpreende ao ter cinco das dezessete instituições disputando o pódio: Omni, Banco do Brasil, BV, Nubank e Itaú. Enquanto no pré-venda o Banco Safra ocupa o sétimo lugar, no pós-venda caiu para 13º. Ainda assim, de 2021 para 2022, a instituição teve um ganho de três posições ao melhorar suas notas no Reclame Aqui e receber menos reclamações sobre transparência no BC.

Em últimos lugares na categoria, com queda de colocação em relação a 2021, encontram-se Banrisul, Bradesco (por diminuição de nota atribuída por usuários do Reclame Aqui) e C6 Bank.

Ranking final

RankingInstituiçãoPontuação (1 a 4)
Itaú3.36
Nubank3.06
Banco do Brasil3.06
Banco Pan2.73
Inter2.49
Crefisa2.27
Bradesco2.21
Safra2.13
Omni2.07
BV2.07
11ºBanrisul2.00
12ºOriginal1.93
12ºBanco do Nordeste1.93
14ºSantander1.80
14ºCaixa1.80
16ºCetelem1.67
17ºC61.13

Considerando os pesos e as pontuações nas duas categorias, o Itaú ficou em primeiro lugar, seguido por Nubank e Banco do Brasil empatados em segundo lugar, e Banco Pan na sequência. Neste balanço final, o Banco Safra é ranqueado em oitavo, e o Bradesco (que perdeu três posições em relação ao ano anterior porque deixou de exibir as taxas do cartão de crédito e teve diminuição na nota do Reclame Aqui) em sétimo.

Além dos já citados, a Crefisa perdeu 1 posição, ficando em sexto, enquanto BV, Banrisul e Original melhoraram suas colocações, embora tenham sido ranqueados em nono, décimo primeiro e décimo segundo, respectivamente. Nos últimos lugares do ranking ficaram Santander, que deixou de divulgar suas taxas, Caixa, Cetelem e C6 Bank.

“Nota-se que a transparência no setor financeiro no Brasil não é altamente priorizada. Apenas 3 das 17 instituições atingiram nota acima de 3 e somente 4 delas alcançaram nota acima de 50% do intervalo possível (2,5). A instituição com melhor índice não atinge mais que 80% do intervalo possível, sendo que duas subsequentes não passam de 70%”, ressalta Fabio. “Dessa forma, há grande espaço para melhorias relacionadas à transparência, dado que não há instituição que seja referência no assunto e a maior parte possui baixos índices medidos”, conclui.

Todos os dados do levantamento, assim como o cálculo dos índices feitos pelo Banco Central e Reclame Aqui, podem ser acessados na íntegra no e-book disponível para todos aqui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *