2 anos de PIX: forma de pagamento influencia no processo de branding das marcas de varejo

2 anos de PIX: forma de pagamento influencia no processo de branding das marcas de varejo

Pix contribuiu para gerar uma experiência positiva no mercado desde o seu lançamento

Em um mundo que valoriza a velocidade e experiência cada vez mais, a cultura do imediatismo pressiona todos os setores. Um deles é o bancário: enquanto os consumidores anseiam que suas compras online sejam entregues o mais rápido possível, os comerciantes desejam que os pagamentos sejam concluídos para acelerar a liberação do estoque.

Diante desse panorama, o Pix, forma de pagamento que completa dois anos nesta quarta-feira (16), se tornou rapidamente o meio mais utilizado pela população brasileira e passou a ser uma importante ferramenta de branding para o varejo. A explicação é que uma má experiência de compra e pagamento pode ser catastrófica para quem vende, já que a tendência é que o consumidor não retorne tão cedo. Já quando ela é positiva e ágil, há uma inclinação para o cliente se tornar fiel à marca.

Segundo o Relatório Global do SAC Multicanal da Microsoft, 62% das pessoas decidiram não comprar mais produtos ou serviços de uma empresa por causa de experiências negativas. Entre os entrevistados globais, 73% apontam a experiência do cliente como um fator determinante em suas decisões de compra. No Brasil esse número foi ainda maior: 89%.

Para Ticiana Amorim, co-fundadora e CEO da Aarin, primeiro hub tech-fin especializado em Pix e embedded finance do país, proporcionar ao usuário uma experiência de compra satisfatória faz toda a diferença e é capaz de gerar mais fidelização. “O Pix possibilitou que as empresas oferecessem uma experiência de usuário contínua e inovadora com o mínimo de atrito possível, tudo em linha com a cultura digitalizada do imediatismo atual, mas com pleno conhecimento da responsabilidade de proteger os usuários. Um sistema de pagamento ruim é capaz de afastar o cliente”, ressalta.

Incentivados pela praticidade em fazer transações, os brasileiros com mais de 15 anos que compram, principalmente online, preferem pagar com Pix. Em outubro de 2022, o número de usuários cadastrados no sistema de pagamentos em tempo real já passava dos 138 milhões. O total de chaves Pix ativas já era mais de 523 milhões, de acordo com estatísticas do Banco Central. Além de agregar mais agilidade nas transações, o Pix foi capaz de reduzir, por exemplo, o número de devoluções de produtos, o que era mais passível de acontecer com compras por cartão de crédito.

 

Outro destaque é que o Pix é um sistema com menos custos para o comerciante se comparado com outras formas de pagamento, como boleto e cartões, e pode ser mais personalizado. “Com ele, a empresa pode cuidar de toda a experiência do usuário durante a compra. Por isso, é fundamental ter um sistema eficiente para que a experiência seja o mais positiva possível. Existem datas importantes para o comércio em que o número de transações sofre um pico, e contar com uma plataforma que segure a demanda faz toda a diferença”, completa.

 

O fato é que o Pix conseguiu gerar um alto nível de confiança e de acessibilidade ao mercado consumidor brasileiro com apenas dois anos. A tendência é crescer ainda mais. “O Pix deve seguir impactando a experiência de compra tanto para o consumidor quanto para lojistas. Com novas funções que devem ser agregadas, continuará ganhando espaço frente a outros meios de pagamento, alguns já bastante obsoletos. Há dois anos, explicar como funcionava e oferecer aos lojistas as soluções relacionadas ao Pix era complicado. Havia certo receio. Hoje, não é mais possível ver o sistema financeiro sem ele”, encerra Ticiana.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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