Com projeção de R$153,6 bilhões em produção de vestuário, setor deve registrar crescimento de 2,7%
Setor possui mais de 18 mil unidades produtivas
A indústria confeccionista nacional deve fechar o ano com um dos melhores resultados da história, já que a projeção é de encerrar 2022 com R$153,6 bilhões em valores de produção de vestuário, o que representa um acréscimo de 2,7% se comparado ao ano anterior e um salto de mais de 20% se comparado com 2020, segundo os painéis de pesquisa realizados pelo IEMI – Inteligência de Mercado.
Os estados brasileiros que mais contribuem para este cenário positivo do setor são: São Paulo (27%), Santa Catarina (17%), Minas Gerais (13%), Paraná (8%) e Rio de Janeiro (8%). De acordo com o IEMI, o setor possui mais de 18 mil unidades produtivas instaladas no Brasil e gera 957,7 mil empregos diretos.
Com crescimento acima da média nacional de produção de vestuário, o Grupo Marlan, um dos principais produtores de roupas infantis do país, registrou aumento na demanda em 2022. “O ano de 2021 já foi muito bom para o Grupo, mas 2022 nos surpreendeu positivamente com uma maior procura, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Para atender o aumento na demanda, foi preciso aumentar a produção e vamos fechar o ano com faturamento 26% maior do que o ano passado”, comenta a gerente de marketing do Grupo Marlan, Tálita Forlin.
Evolução do varejo
O setor de varejo relacionado ao vestuário, tanto físico como e-commerce, também deve registrar crescimento em 2022, com projeção de R$ 254,3 bilhões em vendas este ano, o que representa um incremento de 10,8% em relação a 2021. No ano passado, o setor fechou com R$ 229,6 bilhões, um crescimento de 18,8% em relação ao ano de 2020. Já o crescimento do número de peças vendidas este ano deve ser de 4,2% sobre 2021, com 6,4 bilhões de peças, maior do que o ano passado, quando foram vendidas 6,1 bilhões de peças. Os dados são do IEMI – Inteligência de Mercado.
“Este ano o número de lojistas que revendem as peças do Grupo Marlan cresceram 35% em relação a 2021. Hoje temos revendas em todos os estados brasileiros e a projeção é de aumentar o número de revendas em 70% nos próximos três anos”, explica Forlin.


